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Irã desafia ofensiva enquanto EUA prometem bombardeios ainda mais intensos

Publicado 13/03/2026 • 21:43 | Atualizado há 15 minutos

KEY POINTS

  • Autoridades iranianas lideraram manifestação pró-governo em Teerã enquanto explosões atingiam a cidade; os Estados Unidos afirmaram que intensificarão os bombardeios contra o Irã nas próximas horas e dias.
  • Israel afirma ter realizado 7.600 ataques contra o Irã desde 28 de fevereiro, enquanto o Pentágono diz que EUA e aliados já atingiram mais de 15 mil alvos no conflito.
  • A guerra provoca crise humanitária e tensão global nos mercados de energia, com petróleo acima de US$ 100 por barril e o Estreito de Ormuz praticamente fechado.

Divulgação / Exército dos EUA / AFP

Sistema de foguetes de artilharia de alta mobilidade M142 dos EUA

Autoridades iranianas lideraram uma manifestação pró-governo em Teerã, nesta sexta-feira (13), enquanto explosões sacudiam a capital, em meio à promessa dos Estados Unidos de intensificar os bombardeios contra o Irã nas próximas horas e dias.

As posições duras adotadas por Irã, Israel e Estados Unidos, além da retomada de ataques militares, indicam nenhuma perspectiva imediata de redução do conflito que atinge o Oriente Médio e provoca turbulência no mercado global de energia.

Jornalistas da AFP em Teerã relataram fortes explosões sobre a cidade, enquanto o Exército de Israel afirmou ter realizado 7.600 ataques contra o Irã desde o início da guerra em 28 de fevereiro, com a maioria direcionada ao programa de mísseis iraniano.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou em coletiva de imprensa que as forças americanas bombardeariam o Irã nesta sexta-feira com intensidade maior do que em qualquer outro dia do conflito. Ele também afirmou que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, foi “ferido e provavelmente desfigurado” no ataque que matou seu pai e antecessor, Ali Khamenei, no início da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu nas redes sociais que considerava “uma grande honra” matar os líderes do Irã, chamando-os de “canalhas enlouquecidos”. Posteriormente, em entrevista à Fox News Radio, Trump afirmou que os Estados Unidos continuarão atacando o Irã com força ao longo da próxima semana.

Novos ataques

Embora Mojtaba Khamenei não tenha aparecido em público desde que foi nomeado líder supremo, autoridades da República Islâmica participaram de manifestações pró-governo em Teerã, ao lado de apoiadores que agitavam bandeiras e exibiam cartazes com frases como “Morte à América” e “Morte a Israel”.

A mídia estatal iraniana informou que pelo menos uma mulher morreu após explosões atingirem uma área próxima à manifestação. “Esses ataques são fruto de medo e desespero”, afirmou Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, durante a manifestação que marcou o Dia de Quds, celebrado na última sexta-feira do Ramadã em apoio à causa palestina. “Está claro que o inimigo fracassou”, declarou Larijani, em discurso transmitido pela televisão estatal.

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian e o chanceler Abbas Araghchi também participaram do ato, enquanto imagens divulgadas pela mídia iraniana mostraram o chefe do Judiciário sendo entrevistado no momento em que ocorreu uma explosão. Pouco depois, a televisão estatal do Irã informou que o país lançou uma nova onda de mísseis contra Israel.

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Explosões foram ouvidas posteriormente nos arredores de Tel Aviv, mas paramédicos israelenses disseram não haver registro de vítimas. Mais cedo, um ataque contra a cidade israelense de Zarzir deixou cerca de 60 feridos, segundo a polícia, com imagens da AFP mostrando veículos queimados e crateras no solo.

O Irã também manteve ataques com drones e mísseis contra países vizinhos que abrigam bases militares dos Estados Unidos. O ministério da Defesa da Arábia Saudita afirmou que suas forças interceptaram dezenas de drones, enquanto um jornalista da AFP relatou uma explosão sobre Dubai que chegou a sacudir prédios.

A Turquia informou que forças da OTAN derrubaram um míssil balístico lançado pelo Irã, no que seria a terceira interceptação desse tipo desde o início da guerra.

Preocupação com o petróleo

O conflito provocou forte turbulência nos mercados globais, com alta acentuada nos preços do petróleo. A Guarda Revolucionária do Irã praticamente fechou o estratégico Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

O petróleo permaneceu acima de US$ 100 (R$ 529) por barril nesta sexta-feira, aumentando o temor de inflação mais alta e instabilidade econômica global. “Todos os dias no navio vejo lançamentos de mísseis e ouço explosões, o que me faz sentir em perigo”, disse Wang Shang, marinheiro preso em um dos navios que não conseguem atravessar o estreito, em entrevista à AFP.

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O governo dos Estados Unidos afirmou que a Marinha americana provavelmente não conseguirá escoltar navios pelo Estreito de Ormuz até o fim do mês.

Pão racionado

Dentro do Irã, a Guarda Revolucionária advertiu que poderá responder com ainda mais força a eventuais protestos contra o governo, após manifestações ocorridas em janeiro que deixaram vários milhares de mortos.

As autoridades iranianas mantêm um apagão de internet desde o início da guerra. Moradores que falaram à AFP sob anonimato descreveram um cenário dramático de cidades destruídas e escassez de dinheiro. “O pão agora é racionado. A população está extremamente tensa e indignada”, relatou uma mulher de 30 anos na cidade de Kermanshah, no oeste do Irã.

Outra moradora afirmou que “inúmeras pessoas” fugiram de Teerã para buscar abrigo, aumentando a demanda por alimentos e medicamentos escassos, com preços quase dobrando. “Como resultado, os moradores enfrentam sérias carências… a situação está extremamente difícil”, afirmou.

A Agência da ONU para Refugiados estima que até 3,2 milhões de pessoas foram deslocadas dentro do Irã desde o início da guerra.

O ministério da Saúde iraniano informou em 8 de março que mais de 1.200 pessoas morreram, número que a AFP afirma não ter conseguido verificar de forma independente.

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O Exército dos Estados Unidos perdeu 13 militares desde o início da guerra, incluindo seis tripulantes de uma aeronave de reabastecimento que caiu no Iraque, em um incidente que autoridades disseram não ter sido causado por ataque inimigo. O Pentágono afirmou que Estados Unidos e Israel já atingiram mais de 15 mil alvos no conflito.

Em outro sinal da expansão da guerra, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou a morte do primeiro soldado francês, em um ataque na região de Erbil, no Iraque.

O conflito também atinge duramente o Líbano, onde autoridades relatam pelo menos 687 mortos em ataques israelenses. O Exército de Israel afirmou ter realizado 1.100 ataques no país, incluindo 200 contra alvos de mísseis e lançadores e 35 centros de comando do Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã.

Segundo Israel, mais de 380 integrantes do Hezbollah foram mortos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, ao iniciar uma visita a Beirute, pediu que Israel e Hezbollah “parem a guerra”.

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