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Irã mantém possibilidade de diálogo com os EUA e condiciona reabertura de Ormuz ao fim de bloqueio naval

Publicado 24/10/2026 • 17:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Irã mantém disposição para negociar com os Estados Unidos e cobra o fim do bloqueio naval americano.
  • Teerã condiciona a reabertura do Estreito de Ormuz à suspensão das restrições impostas por Washington.
  • Governo iraniano avalia possível apoio ao acordo de defesa firmado por Paquistão, Arábia Saudita e Turquia.
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Reprodução

O governo do Irã permanece disposto a negociar com os Estados Unidos, mas condiciona a retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz à suspensão do bloqueio naval americano contra os portos iranianos. A posição foi reafirmada neste sábado (24) pelo embaixador iraniano Reza Amiri Moghadam, durante um seminário realizado em Islamabad, no Paquistão.

Segundo o diplomata, Teerã apresentou a Washington, por intermédio do governo paquistanês, uma proposta para restabelecer o tráfego marítimo na região. No entanto, Moghadam afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a iniciativa e mantém as restrições aos portos do país.

O representante iraniano também acusou o governo americano de dificultar os esforços diplomáticos para resolver o impasse. Apesar das divergências, afirmou que o Irã continua aberto a conversas com base no entendimento provisório negociado entre os dois países.

Acordo prevê retomada da navegação e negociações nucleares

O entendimento provisório, firmado em junho com a mediação do Paquistão, estabelece medidas para reduzir as tensões entre Teerã e Washington.

Entre os principais pontos estão a normalização do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, o encerramento do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos e o início de negociações para a construção de um acordo mais abrangente sobre o programa nuclear iraniano.

Leia também: Novo ministro da Defesa do Irã ameaça EUA com “danos enormes” se ataques forem retomados

A passagem marítima tem importância estratégica para o comércio internacional, especialmente por concentrar parte do transporte global de petróleo. Por isso, as restrições à circulação de embarcações na região estão entre os principais pontos de divergência nas tratativas.

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De acordo com Moghadam, o governo iraniano considera que a retirada das medidas americanas é uma condição necessária para avançar na implementação do entendimento.

Teerã avalia possível apoio a pacto regional de defesa

Durante o encontro na capital paquistanesa, o embaixador também abordou o Acordo de Defesa Conjunta de Meca, firmado por Paquistão, Arábia Saudita e Turquia.

Moghadam informou que as autoridades iranianas pretendem analisar os termos do documento antes de definir uma posição sobre um eventual apoio à iniciativa. O diplomata apontou que o mecanismo pode contribuir para a integração entre os países envolvidos.

O tratado foi assinado após ataques realizados pelos Houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã, contra a Arábia Saudita.

Segundo os três países signatários, o objetivo do acordo é ampliar a cooperação militar e fortalecer a capacidade conjunta de dissuasão diante de possíveis ameaças à segurança regional.

A eventual adesão política de Teerã à iniciativa ainda depende da avaliação do governo iraniano, enquanto as negociações com os Estados Unidos permanecem condicionadas às divergências em torno do bloqueio naval e da circulação marítima pelo Estreito de Ormuz.

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