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DECISÃO 2026: Flávio dispara no mercado de apostas e chega à reta final da eleição com 75% de probabilidade de vitória
Publicado 23/10/2026 • 19:54 | Atualizado há 20 minutos
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Publicado 23/10/2026 • 19:54 | Atualizado há 20 minutos
KEY POINTS
Fotos: AFP/Divulgação
Os mercados de previsão sobre a eleição brasileira chegam à reta final do segundo turno apontando uma diferença muito maior entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que a observada nas pesquisas eleitorais.
Na tarde desta sexta-feira (23), contratos negociados na Polymarket atribuíam a Flávio uma probabilidade implícita próxima de 75% de vencer a eleição, enquanto Lula aparecia perto de 26%. Na Kalshi, o senador também estava na faixa dos 75%, ante 25% para o presidente. Os preços mudam continuamente conforme os contratos são comprados e vendidos.
O quadro é resultado de uma inversão que começou em setembro. Em meados de agosto, Lula chegou a ter cerca de 68% no mercado da Kalshi. No fim de setembro, a situação já havia se invertido, com Flávio em 57% e Lula em 43%.
A virada se intensificou com a aproximação do primeiro turno e ganhou força depois da abertura das urnas em 4 de outubro.
O tamanho do mercado também cresceu durante a campanha. Na Polymarket, o mercado sobre o vencedor da eleição presidencial brasileira já acumulava cerca de US$ 193 milhões em volume negociado nesta sexta-feira. Na Kalshi, o total estava em aproximadamente US$ 11,9 milhões.
Somados, os dois mercados acumulam mais de US$ 200 milhões em negociações relacionadas à disputa presidencial.
O volume não corresponde a esse mesmo montante em dinheiro colocado por investidores diferentes. Um mesmo contrato pode ser comprado e vendido várias vezes, fazendo com que cada negociação seja incorporada ao giro acumulado do mercado.
As plataformas também não se tratam de pesquisas eleitorais, já que não entrevistam uma amostra representativa de eleitores.
Os percentuais são derivados dos preços pagos pelos participantes por contratos vinculados a determinado resultado. Em um exemplo simplificado, um contrato negociado a US$ 0,75 e que paga US$ 1 caso o evento aconteça é interpretado pelo mercado como uma probabilidade implícita próxima de 75%.
Em agosto, o cenário era favorável a Lula. A própria Kalshi registra que o presidente chegou a ficar próximo de 68% em meados daquele mês. Naquele momento, pesquisas eleitorais também mostravam Lula numericamente à frente de Flávio.
Levantamento CNT/MDA divulgado em 11 de agosto, por exemplo, mostrava Lula com 48% e Flávio com 39,1% em uma simulação de segundo turno.
A distância começou a diminuir nas semanas seguintes.
Em 10 de setembro, pesquisa AtlasIntel mostrou pela primeira vez naquele levantamento Flávio numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno: 46,4% a 46,2%, uma diferença dentro da margem de erro.
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Siga o Times | CNBCNo levantamento anterior do mesmo instituto, realizado no fim de agosto, Lula tinha 47,1% e Flávio, 42,6%.
Foi justamente nesse período que a Polymarket registrou sua principal inversão. Em 10 de setembro, Flávio passou a aparecer com aproximadamente 52%, contra 45% de Lula.
Em 20 de setembro, a Kalshi atribuía 59% de possibilidade de vitória ao senador e 42% a Lula. Na Polymarket, os percentuais estavam em 58% e 41%, respectivamente.
No início de outubro, a distância já havia aumentado novamente. Em 1º de outubro, a Polymarket colocava Flávio em cerca de 62%, contra 37% de Lula, enquanto a Kalshi mostrava aproximadamente 61% a 40%.
Flávio terminou o primeiro turno, em 4 de outubro, na frente de Lula. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o senador recebeu 47,03% dos votos válidos, ou 56,1 milhões de votos. Lula obteve 45,16%, com 53,9 milhões. A diferença foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos.
O resultado provocou uma nova reprecificação nos mercados. Na Polymarket, Flávio estava na faixa de 63% na manhã da votação. Após o resultado das urnas, o preço dos contratos associados à sua vitória avançou para mais de 83% ainda naquele dia e chegou depois à casa dos 87%.
A leitura embutida nos preços passou a considerar não apenas a liderança no primeiro turno, mas também a disputa pelos eleitores dos candidatos eliminados.
A vantagem atribuída a Flávio diminuiu desde os níveis superiores a 80% registrados depois do primeiro turno.
O recuo ocorre em uma reta final na qual pesquisas continuam mostrando uma disputa estreita.
O Datafolha divulgado nesta semana apontou empate em 50% a 50% nos votos válidos. Nos números sem arredondamento, Flávio tinha 50,47% e Lula, 49,53%, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Já a pesquisa do Instituto Veritá divulgada nesta sexta mostra Flávio com 51,3% dos votos válidos, contra 48,7% de Lula, com margem de erro de um ponto percentual.
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