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Irã sinaliza flexibilidade nuclear para destravar economia e atrair investimentos dos EUA
Publicado 15/02/2026 • 11:30 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 15/02/2026 • 11:30 | Atualizado há 2 horas
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AFP
O Irã está disposto a aceitar um compromisso em relação ao seu estoque de urânio altamente enriquecido em troca da suspensão das sanções americanas, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Majid Takht-Ravanchi, em entrevista à BBC publicada neste domingo (15). Ele se pronunciou após a retomada, no dia 6 de fevereiro, em Omã, das negociações nucleares entre o Irã e os Estados Unidos.
A Suíça anunciou a realização de uma nova rodada de discussões em Genebra na próxima semana, sem especificar o dia exato. Segundo a BBC, Majid Takht-Ravanchi, que integrou a delegação iraniana em Omã, confirmou que essas conversas ocorrerão na terça-feira. O Irã, por enquanto, não confirmou oficialmente o encontro.
Os países ocidentais e Israel – inimigo declarado da República Islâmica e considerado por especialistas como a única potência nuclear do Oriente Médio – suspeitam que o Irã pretenda desenvolver a arma atômica. Teerã nega tais ambições, mas insiste em seu direito de manter uma filière nuclear para fins civis.
Leia também: Trump insiste em manter diálogo com Irã, mas não descarta ação militar após visita de Netanyahu
O Irã está pronto para ceder em busca de um acordo se os Estados Unidos suspenderem as sanções que penalizam a economia iraniana, enfatizou M. Takht-Ravanchi, recordando a oferta de Teerã de diluir seu urânio altamente enriquecido para reduzir o nível de pureza. “Se os Estados Unidos forem sinceros, tenho certeza de que estaremos no caminho para um acordo“, declarou ele.
Questionado sobre a possibilidade de Teerã aceitar enviar seu estoque de mais de 400 kg de urânio altamente enriquecido para fora do país, o vice-ministro não fechou as portas para um consenso, afirmando ser “cedo demais para dizer o que acontecerá durante as negociações”. Diversos países, incluindo a Rússia, propuseram assumir a custódia desse estoque, proposta que o Irã havia rejeitado até então.
Existe uma grande incerteza sobre a situação dos mais de 400 kg de urânio enriquecido do Irã, vistos pela última vez por inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em 10 de junho, antes dos ataques israelenses-americanos contra instalações nucleares iranianas.
Na ocasião, o Irã enriquecia urânio a 60%, segundo a AIEA, patamar muito superior ao limite de 3,67% autorizado pelo acordo de 2015, hoje considerado nulo. O presidente americano Donald Trump exigiu diversas vezes que Teerã renuncie totalmente ao enriquecimento. Entretanto, “a questão do enriquecimento zero não é mais realista e, para o Irã, não está mais na ordem do dia”, afirmou Majid Takht-Ravanchi.
A agência Fars, citando um funcionário do Ministério das Relações Exteriores, afirmou neste domingo que as negociações também abrangem potenciais investimentos americanos no setor de energia iraniano.
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