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Líder da bancada conservadora na Alemanha renuncia após polêmica sobre barriga de aluguel
Publicado 18/07/2026 • 13:34 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 18/07/2026 • 13:34 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O presidente da bancada da União Democrata Cristã (CDU) no Parlamento alemão, Jens Spahn, renunciou ao cargo neste sábado (18) após enfrentar forte pressão interna por recorrer a uma barriga de aluguel nos Estados Unidos para ter um filho com o marido. A prática é proibida na Alemanha e combatida pela legenda conservadora.
Em carta enviada aos colegas de partido, Spahn afirmou que percebeu que sua felicidade pessoal ao formar uma família era incompatível com a função política que exercia. Segundo ele, conciliar a decisão de recorrer à gestação por substituição com as expectativas em relação ao comando da bancada “se mostrou mais difícil do que imaginava”.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, apoiou a renúncia e classificou a decisão como “correta e inevitável”. Embora tenha reconhecido a contribuição de Spahn para o retorno da CDU ao poder, Merz afirmou que “a credibilidade é o bem mais valioso da política”.
Leia também: Merz anuncia pacote de reformas na Alemanha com corte de impostos e mudanças na Previdência
A notícia de que Spahn e o marido tiveram um filho por meio de uma barriga de aluguel nos Estados Unidos veio à tona nesta semana e provocou reações imediatas dentro da CDU, que, em fevereiro, reafirmou sua oposição à prática e defendeu a manutenção da proibição em território alemão.
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Siga o Times | CNBCInicialmente, Spahn tentou justificar a decisão, afirmando que refletiu por muito tempo antes de optar pela gestação por substituição. A explicação, porém, não conteve as críticas de integrantes do partido, que acusaram o parlamentar de incoerência e chegaram a pedir sua saída da liderança.
A oposição também criticou o caso. O deputado Luigi Pantisano, do partido A Esquerda (Die Linke), afirmou que a situação evidencia um “duplo padrão”, ao permitir que políticos contornem leis nacionais recorrendo a serviços no exterior.
Leia também: Após troca de críticas, Merz diz que continuará trabalhando com Trump
Aos 46 anos, Jens Spahn foi ministro da Saúde durante o governo da ex-chanceler Angela Merkel, período marcado pela pandemia de Covid-19. Nos últimos anos, consolidou-se como um dos principais nomes da ala mais conservadora da CDU, defendendo posições mais rígidas em temas como imigração.
Pessoas próximas ao ex-líder afirmaram à imprensa alemã que a decisão de recorrer aos Estados Unidos levou em consideração a existência de normas locais voltadas à proteção das mulheres envolvidas em processos de gestação por substituição. Entretanto, o argumento não evitou a crise política que culminou com sua renúncia.
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