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Resistência Francesa: Macron convoca rejeição unânime contra acordo UE-Mercosul

Publicado 08/01/2026 • 16:12 | Atualizado há 17 horas

KEY POINTS

  • O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (8) que o país votará contra a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.
  • Macron defende uma "rejeição política unânime" ao pacto, fundamentada nos recentes debates das casas legislativas francesas que demonstraram forte oposição ao tratado.
  • O líder francês afirmou que continuará lutando para proteger os agricultores locais e garantir que os compromissos ambientais e produtivos sejam plenamente implementados

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (8) que o país votará contra a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Macron defende uma “rejeição política unânime” ao pacto, fundamentada nos recentes debates das casas legislativas francesas que demonstraram forte oposição ao tratado.

Apesar de reconhecer avanços nas negociações conduzidas pela Comissão Europeia, o líder francês afirmou que continuará lutando para proteger os agricultores locais e garantir que os compromissos ambientais e produtivos sejam plenamente implementados, ressaltando que a etapa de votação não encerra a disputa política sobre o tema.

A resistência francesa ganha o reforço de nações como a Hungria, a Polônia e a Irlanda, cujo vice-primeiro-ministro, Simon Harris, confirmou que o país também votará contra o texto atual. No entanto, o bloco de oposição sofreu uma baixa estratégica após a Itália sinalizar um retorno ao apoio ao acordo.

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O governo italiano obteve concessões que incluem a antecipação de aproximadamente US$ 48,6 bilhões (cerca de R$ 262,4 bilhões, na cotação atual) em subsídios do orçamento europeu para acalmar os produtores rurais do continente, que temem a competição direta com as commodities sul-americanas.

A votação decisiva no Conselho Europeu está marcada para esta sexta-feira e, segundo avaliações internas do bloco, os votos contrários liderados pela França podem não ser suficientes para formar uma minoria de bloqueio. Caso o pacto seja aprovado amanhã, a expectativa é de que a assinatura formal ocorra já na próxima semana.

Para o Brasil e seus parceiros, a ratificação do tratado representaria um acesso sem precedentes ao mercado europeu, embora as tensões diplomáticas e o protecionismo agrícola na Europa continuem sendo os principais obstáculos para a implementação definitiva das novas regras de comércio.

Alain Jocard / AFP
Tratores em frente ao Arco do Triunfo durante uma manifestação do sindicato rural Coordination Rurale (CR) contra o acordo comercial com o Mercosul, em Paris, em 8 de janeiro de 2026.

‘Não ao Mercosul’: agricultores protestam contra o acordo

Centenas de agricultores franceses protestaram em Paris nesta quinta-feira (8), após chegarem à capital em tratores, revoltados com um acordo comercial planejado pela União Europeia com o Mercosul, que, segundo eles, criará concorrência desleal.

Dezenas de tratores chegaram antes do amanhecer e percorreram Paris, alguns parando na Torre Eiffel e outros no Arco do Triunfo, em um protesto organizado pelo sindicato Confederação Rural.

“Dissemos que viríamos a Paris – e aqui estamos”, disse Ludovic Ducloux, co-líder de uma das seções do sindicato. Um dos tratores trazia a mensagem “Não ao Mercosul”.

O acordo criaria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo e ajudaria a União Europeia, composta por 27 nações, a exportar mais veículos, máquinas, vinhos e bebidas espirituosas para a América Latina.

Espera-se que os Estados-membros da UE votem na sexta-feira (9) para dar a aprovação final ao texto, abrindo caminho para uma assinatura formal na próxima semana.

Os agricultores temem ser prejudicados pela entrada de produtos mais baratos provenientes do gigante agrícola Brasil e de seus vizinhos.

“Não estamos aqui para causar problemas”, disse à AFP Damien Cornier, um agricultor de 49 anos da região noroeste de Eure. “Só queremos trabalhar e ganhar a vida com a nossa profissão.”

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