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Maior fundo soberano do mundo tem lucro recorde de US$ 184 bilhões e revela participação na SpaceX
Publicado 12/08/2026 • 07:50 | Atualizado há 44 minutos
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Publicado 12/08/2026 • 07:50 | Atualizado há 44 minutos
KEY POINTS
Nicolai Tangen, CEO do Norges Bank Investment Management, discursa em uma coletiva de imprensa sobre os resultados anuais de sua empresa para 2024.
Nicolai Tangen, CEO do Norges Bank Investment Management (NBIM), que administra o fundo soberano da Noruega.
O fundo soberano da Noruega, avaliado em US$ 2,3 trilhões, registrou nesta quarta-feira (12) lucro semestral recorde de mais de US$ 184 bilhões, impulsionado por uma valorização das ações de tecnologia na Ásia que ajudou o fundo a obter retorno de 9,4%.
O Norges Bank Investment Management (NBIM) administra o fundo, criado na década de 1990 para investir as receitas provenientes da indústria de petróleo e gás do país. Atualmente avaliado em cerca de US$ 2,34 trilhões, o fundo investe em mais de 7 mil empresas em mais de 50 países e detém participações equivalentes a aproximadamente 1,5% das ações de companhias listadas em bolsa no mundo.
O lucro nos primeiros seis meses do ano superou 1,75 trilhão de coroas norueguesas, o equivalente a cerca de US$ 184,9 bilhões.
“O resultado foi impulsionado pelos bons retornos no mercado de ações, em particular pelas ações de tecnologia asiáticas”, afirmou Nicolai Tangen, CEO do NBIM, em comunicado divulgado nesta quarta-feira.
As ações representam mais de dois terços do portfólio total. O NBIM também investe em renda fixa, imóveis e infraestrutura de energia renovável.
Cerca de 40% do portfólio do NBIM é composto por ações americanas. As participações de maior valor são em Nvidia, Apple e Microsoft.
Leia também: Por que o plano de financiamento de IA de US$ 500 bilhões de Jensen Huang enfrenta um grande risco na China?
O relatório do primeiro semestre foi divulgado ao mesmo tempo em que os gestores do fundo revelaram uma participação de 0,05% na SpaceX, avaliada em pouco mais de US$ 1,2 bilhão.
A participação é pequena em comparação com outros investimentos do fundo. O NBIM possui, por exemplo, 1,3% da Nvidia, avaliada em US$ 61,8 bilhões, e 1,2% da Apple, avaliada em US$ 52,7 bilhões em 30 de junho.
Com o investimento na SpaceX, o NBIM passa a ser um importante investidor nas duas empresas de capital aberto lideradas por Elon Musk.
O fundo soberano da Noruega também possui participação de 1% na Tesla, avaliada em cerca de US$ 15,7 bilhões ao fim do primeiro semestre.
Musk, no entanto, mantém uma relação conturbada com o NBIM.
Em 2024, o fundo votou contra o pacote de remuneração de US$ 56 bilhões de Musk na Tesla. Posteriormente, foi noticiado que Musk recusou um convite de Tangen para um jantar privado e para uma conferência organizada pelo NBIM em Oslo.
“Quando peço um favor a você, o que faço muito raramente, e você recusa, então não deveria me pedir nenhum até que tenha feito algo para reparar a situação”, escreveu Musk, segundo relatos, em uma mensagem de texto a Tangen divulgada com base na lei norueguesa de acesso à informação. “Amigos agem como amigos.”
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Siga o Times | CNBCMais tarde, o NBIM também votou contra o pacote de remuneração de US$ 1 trilhão de Musk na assembleia anual de acionistas da Tesla, no fim de 2025.
“Embora reconheçamos o valor significativo criado sob o papel visionário do sr. Musk, estamos preocupados com o tamanho total da remuneração, a diluição e a falta de medidas para mitigar o risco de dependência de uma pessoa-chave, em linha com nossa visão sobre remuneração executiva”, afirmou o NBIM em comunicado na ocasião.
“Continuaremos buscando um diálogo construtivo com a Tesla sobre esse e outros temas”, acrescentaram os gestores do fundo.
Questionado em entrevista coletiva nesta quarta-feira sobre como a participação do fundo na SpaceX evoluiu, o vice-CEO Trond Grande disse que o NBIM não comenta posições em ações individuais.
“Estávamos aproximadamente alinhados ao peso do índice no primeiro semestre, e isso também continuou ao longo do verão”, afirmou.
As ações da SpaceX dispararam em sua estreia na bolsa, em junho, mas desde então passaram por forte volatilidade. Centenas de bilhões de dólares em valor de mercado foram eliminados até o fim de julho, depois da alta inicial após o IPO. Na segunda-feira, a ação fechou acima do preço da oferta pública inicial pela primeira vez em semanas.
“Temos 7 mil empresas. Algumas sobem, outras caem, todos os dias. E não apenas todos os dias, muitas vezes ao longo do mesmo dia”, disse Tangen ao ser questionado sobre a volatilidade.
Durante a entrevista coletiva desta quarta-feira, Tangen destacou o papel do setor de semicondutores no crescimento do fundo no primeiro semestre.
“Chips, chips, chips, chips”, afirmou, diante de um gráfico com as ações de melhor desempenho no portfólio, entre elas Samsung, SK Hynix, TSMC, ASML, Intel e Nvidia.
O fundo, assim como o mercado acionário global, também enfrentou volatilidade. Os investimentos em ações recuaram 2,6% no primeiro trimestre, em meio às preocupações com inteligência artificial e com a guerra entre Estados Unidos e Irã.
No segundo trimestre, porém, as participações em ações do NBIM avançaram 15,98%, levando o retorno dessa classe de ativos no primeiro semestre a 12,95%.
Em discurso na conferência política Arendalsuka, na Noruega, nesta terça-feira (11), Tangen definiu o fundo soberano como um “cofrinho de toda a Noruega”, mas alertou que o país “precisa estar preparado para que o valor suba e caia”.
“O fundo pode desaparecer? A resposta para essa pergunta é ‘sim’, e o pior é que, no mundo em que vivemos hoje, isso é bastante provável”, afirmou.
“Não há nenhum país na história que tenha conseguido preservar por muito tempo uma grande fortuna financeira. No fim, as fortunas sempre são perdidas.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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