De acordo com a última pesquisa AMERICAN ANALYTICS Times Brasil | CNBC, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados tecnicamente no primeiro turno e numericamente no segundo.
Disputa acirrada reforça polarização que se repete desde o pleito de 2018.
Especialista aponta que eleitor sem preferência ideológica clara deve definir o pleito.
Montagem/ TSE
O primeiro turno da eleição presidencial acontece no próximo domingo, 4, em um cenário de empate técnico entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). De acordo com a última edição da pesquisa AMERICAN ANALYTICS Times Brasil | CNBC, o atual presidente tem 38% dos votos, enquanto seu principal adversário marca 34%.
O mesmo cenário se repete nas principais pesquisas de intenção de voto. De acordo com a Quaest, Lula tem 37% contra 33% de Flávio no primeiro turno — um empate técnico dentro do limite da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou menos.
No Datafolha, a situação é semelhante, com o atual presidente com 40% contra 36% do candidato do PL no primeiro turno. Apesar da vantagem um pouco maior do petista, o resultado também representa um empate dentro da margem de erro.
A pesquisa AMERICAN ANALYTICS Times Brasil | CNBC mostra um empate numérico entre os candidatos, com ambos marcando 43% de intenção de votos no segundo turno.
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Já o Datafolha mostra a diminuição da vantagem de Lula, que marca 47% contra 45% de Flávio Bolsonaro. Na Quaest, o presidente tem 42% contra 41% do candidato do PL, registrando mais um empate técnico.
Eleitores sem posição ideológica clara vão definir as eleições
A rejeição dos dois principais candidatos também está empatada, de acordo com a pesquisa AMERICAN ANALYTICS Times Brasil | CNBC: 51% dizem que não votariam em Lula e 50% afirmam não votar em Flávio Bolsonaro.
Com o empate também nesses números, a definição do pleito deve caminhar para segmentos específicos do eleitorado. Os chamados eleitores pendulares — aqueles sem posição ideológica definida, que ora pendem para um candidato, ora para outro, e que são muito sensíveis ao noticiário — e o perfil da abstenção no dia da eleição devem ter um forte impacto na decisão do pleito.
“Altas rejeições, combinadas com o alto grau de conhecimento dos candidatos, incentivam o que conhecemos como ‘voto útil, racional, estratégico’ ou ‘voto no menos pior'”, analisa o pesquisador da FESP-SP Beto Vasques.
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