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Manifestantes entram em confrontro com polícia durante protesto contra o G7

Publicado 14/06/2026 • 15:43 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Prédios ligados à ONU e à consultoria PwC foram alvo de ataques, enquanto a sede europeia das Nações Unidas permaneceu protegida por um forte esquema de segurança.
  • A manifestação começou de forma pacífica e reuniu pautas como apoio aos palestinos, ação climática, feminismo e críticas ao capitalismo, mas grupos mascarados passaram a incendiar veículos e romper barreiras ao longo do trajeto.
  • A polícia estimou a presença de cerca de 20 mil pessoas no protesto, incluindo aproximadamente 600 integrantes do chamado bloco negro, associado a ações de confronto direto.

Imagem: AFP

Confrontos entre manifestantes e policiais foram registrados neste domingo (14) em Genebra, incluindo nas proximidades da sede das Nações Unidas, na véspera da abertura da cúpula do G7, que será realizada na cidade francesa de Evian les Bains.

Grupos de manifestantes, muitos vestidos de preto e com o rosto coberto, lançaram garrafas, pedras, pedaços de concreto e fogos de artifício contra as forças de segurança. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e canhões de água.

Diversos edifícios foram alvo de ataques, entre eles escritórios da União Internacional de Telecomunicações, agência vinculada à ONU, e uma unidade próxima da empresa multinacional de auditoria e consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC).

Os manifestantes não conseguiram se aproximar da sede europeia da ONU, situada do outro lado da praça, que estava protegida por um forte esquema de segurança, incluindo veículos equipados com canhões de água.

Jornalistas da AFP que estavam dentro do complexo relataram ter ouvido explosões, sirenes policiais e o ruído constante de helicópteros sobrevoando a região.

Depois, os manifestantes retornaram ao parque às margens do Lago Genebra, onde o ato havia começado, e os confrontos com a polícia continuaram.

A manifestação contra os líderes do Grupo dos Sete, que se inicia na próxima segunda-feira (15) e deve durar três dias, teve início de forma pacífica por volta das 15h30 no horário local. Participantes exibiam faixas com mensagens como “Não ao G7 e a todas as alianças imperialistas” e “Cancelem o G7”.

As autoridades de Genebra mobilizaram um forte contingente policial para evitar a repetição dos episódios de violência registrados durante a realização de uma cúpula semelhante em Evian, em 2003.

Ao longo do percurso, os manifestantes entoavam palavras de ordem em apoio à causa palestina, à ação climática, ao feminismo e a pautas anticapitalistas, enquanto atravessavam áreas cercadas por barreiras de segurança sob vigilância aérea constante.

Pouco depois do início da marcha, porém, grupos de manifestantes mascarados começaram a romper barreiras instaladas para proteger edifícios residenciais de alto padrão e incendiaram veículos.

Jornalistas da AFP também relataram que um carro da Tesla foi incendiado e pichado com a frase “Eat the Rich” (“Comam os ricos”).

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Os confrontos com a polícia se intensificaram em meio a gritos contra o que os manifestantes chamavam de “Estado policial” e outras palavras de ordem contra as forças de segurança.

Por volta das 19h no horário local, a polícia estimava a presença de cerca de 20 mil pessoas no protesto, incluindo aproximadamente 600 integrantes do chamado bloco negro, grupo associado a táticas de confronto direto durante manifestações.

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