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Megacarreta segue pela Dutra com carga de 540 toneladas rumo à ‘cidade do futuro’
Publicado 23/02/2026 • 17:09 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 23/02/2026 • 17:09 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Divulgação CCR RioSP
Megacarreta na Via Dutra no dia 23 de fevereiro de .
Uma megacarreta com 59 eixos e 380 pneus inicia um novo deslocamento nesta segunda-feira (23), transportando um transformador de 540 toneladas pela Via Dutra, em Pindamonhangaba, interior de São Paulo.
A composição de 135 metros de comprimento, 6 de largura e peso total superior a 800 toneladas, se desloca à média de 8 km/h, ocupando duas faixas da rodovia. O destino final será Neom, uma cidade futurista em construção na Arábia Saudita.
É a quarta carga gigante que transita pela principal ligação rodoviária entre a Região Metropolitana de São Paulo e o Estado do Rio de Janeiro desde julho do ano passado.
O deslocamento até o Porto de Itaguaí, no Rio, começou no último dia 2 e, segundo a concessionária RioSP, do grupo Motiva, não tem previsão de data para a chegada ao porto, já que os deslocamentos diários precisam ser autorizados pela Polícia Rodoviária Federal. Por segurança, a carreta não se move nos finais de semana, nem sob más condições climáticas.

Nesta segunda (23), o comboio, que ficou parado durante todo o Carnaval, segue do km 101, em Pindamonhangaba, até o 78, em Roseira. Caso haja condição operacional e de segurança, a carreta pode seguir até o km 35, próximo à divisa com o Rio.
A operação envolve mais de 50 profissionais da fabricante do transformador e da transportadora Megatranz, especializada em cargas superpesadas, além de técnicos e agentes da concessionária e da PRF.
A primeira megacarreta levou 75 dias para chegar ao destino, pois foram necessários ajustes ao longo do percurso, inclusive pontes e viadutos para suportar o peso do conjunto. A segunda carga chegou em 60 dias e a terceira, em 45. A atual está na estrada há 21 dias.
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Um dos desafios é descer a Serra das Araras, que atualmente está em obras. A descida do comboio acontece pela pista de subida, que ficará interditada durante a operação, isso porque a pista tem menos curvas e estrutura melhor para a passagem.
O tráfego em direção a São Paulo será interditado totalmente durante a noite para o deslocamento, que deve durar cerca de 7 horas. No transporte anterior, o fechamento ocorreu às 23h, no km 223,5 sul, em frente à balança de Paracambi, e o trânsito foi liberado pouco depois das 6h. Haverá aviso antecipado aos usuários.
Os transformadores de grande porte são fabricados pela Hitachi Energy, em Guarulhos, e seguem para a cidade futurista de Neom, na Arábia Saudita. Segundo anunciou a empresa, foram encomendados 14 transformadores para compor a rede energética da cidade planejada, que está em construção.
O embarque é feito no terminal Sepetiba Tecon, em Itaguaí. A CSN, detentora do terminal, diz que o transporte de um transformador de grande porte exige planejamento e coordenação, em razão do peso e das dimensões da carga. E que o Sepetiba foi escolhido porque reúne condições diferenciadas de acesso, atracação e segurança para esse tipo de operação.


Conforme o projeto lançado em 2017 pelo príncipe saudita Mohammed bin Salman, a Neom será uma região futurista no noroeste da Arábia Saudita, à margem do Mar Vermelho. Segundo o plano governamental Visão Saudita 2030, o projeto foi idealizado como uma cidade transnacional, ocupando uma área de cerca de 26,5 mil km², quase o tamanho da Bélgica. Recentemente, o projeto foi readequado, com corte nos custos.
O plano é que a “cidade do futuro” seja um centro de negócios global, de alta tecnologia, reduzindo a dependência da Arábia Saudita do petróleo. Funções de segurança, logística e limpeza serão exercidas por robôs e a cidade será 100% movida por energia elétrica e solar. Os transformadores feitos no Brasil entram nesse processo. “É um lugar onde a humanidade pode progredir sem comprometer a saúde do planeta”, diz a publicação.
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