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Venezuela recebe 1.600 socorristas estrangeiros em busca urgente por sobreviventes do terremoto
Publicado 27/06/2026 • 14:07 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 27/06/2026 • 14:07 | Atualizado há 1 hora
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Ariana Cubillos / Associated Press / Estadão Conteúdo
Um homem retira itens em meio aos escombros de construções que desabaram em La Guaira, na Venezuela, na sexta- feira (26)
O governo da Venezuela informou neste sábado (27) que 1.600 integrantes de equipes internacionais de resgate chegaram ao país para ajudar nas buscas por sobreviventes dos dois terremotos devastadores que deixaram mais de 920 mortos nesta semana. Ao mesmo tempo, as autoridades reforçaram o controle de acesso ao estado mais atingido.
Moradores e voluntários em La Guaira, um destino turístico conhecido por suas praias, onde pelo menos 100 edifícios, muitos deles residenciais, foram destruídos ou danificados, reclamam há dias da falta de equipamentos pesados e da limitada presença das autoridades, enquanto trabalham para retirar sobreviventes e vítimas dos escombros.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, afirmou durante pronunciamento na televisão estatal que outros 10 países ainda devem integrar os trabalhos de resgate e que 14 mil militares e policiais estão mobilizados em La Guaira para patrulhamento e implementação de medidas sanitárias.
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“Nas últimas horas, a Venezuela recebeu 17 voos transportando mais de 1.600 integrantes de equipes de resgate e, nas próximas 24 horas, é esperada a chegada de outros 25 voos”, afirmou o representante do Ministério das Relações Exteriores, Oliver Blanco.
“Agradecemos à comunidade internacional pelo apoio e solidariedade neste momento de incerteza para os venezuelanos”, acrescentou Blanco em publicação na rede X, neste sábado.
As equipes de resgate seguem se deslocando para áreas de La Guaira e da capital Caracas, embora, na sexta-feira, algumas regiões ainda estivessem praticamente sem presença oficial, enquanto familiares e vizinhos buscavam pessoas desaparecidas sob os escombros, muitas vezes escavando com as próprias mãos.
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As autoridades fecharam, na noite de sexta-feira, a rodovia entre La Guaira e Caracas, alegando que o intenso tráfego impedia a passagem rápida de veículos de emergência e equipes oficiais de resgate.
O governo havia prometido que jornalistas credenciados poderiam chegar à região, mas apenas em ônibus oficiais, devido ao risco de doenças. Até o meio-dia deste sábado, nenhum ônibus havia transportado profissionais da imprensa.
Repórteres da mídia estatal tiveram acesso à área e informaram que os trabalhos de resgate prosseguiam normalmente.
Civis que não integram equipes oficiais precisarão apresentar credenciais para atravessar o bloqueio. Jornalistas da Reuters foram impedidos pela polícia de utilizar a principal rodovia na manhã deste sábado, enquanto uma rota secundária apresentava congestionamento intenso.
Anteriormente, o governo havia agradecido aos civis que levaram ajuda, muitas vezes em motocicletas, aos moradores afetados. A televisão estatal exibiu imagens de milhares de pares de sapatos, roupas e outros donativos recolhidos pelas autoridades.
Embora o fornecimento de energia permanecesse interrompido na sexta-feira nas proximidades do epicentro dos terremotos, em Moron, e totalmente suspenso em La Guaira, o serviço vem sendo restabelecido em outras áreas. Segundo Delcy Rodriguez, 60% do abastecimento de energia já foi recuperado.
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A rede elétrica da Venezuela, afetada por anos de falta de investimentos e pelas sanções econômicas, enfrenta problemas frequentes, provocando apagões diários de várias horas em algumas regiões.
Embora o governo informe que centenas de pessoas permanecem desaparecidas ou presas sob os escombros, mais de 54 mil pessoas constam como desaparecidas em um site promovido pela oposição venezuelana.
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Siga o Times | CNBCO Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estimou que os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 podem ter provocado mais de 10 mil mortes, o que os colocaria entre os desastres mais letais da história recente da América Latina.
A ONU estima que quase 7 milhões de pessoas possam ser afetadas pelos terremotos e calcula os danos diretos em cerca de US$ 6,7 bilhões (R$ 34,7 bilhões).
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O desastre também pode trazer consequências políticas para Delcy Rodriguez, que busca consolidar sua imagem como agente de mudanças, embora tenha exercido o cargo de vice-presidente de Nicolás Maduro, deposto e preso pelos Estados Unidos em janeiro.
Na sexta-feira, Rodriguez conversou por telefone com o presidente Donald Trump e com o secretário de Estado Marco Rubio, após reunião com integrantes do Comando Norte das Forças Armadas americanas e especialistas em desastres.
Um alto funcionário do governo dos Estados Unidos afirmou neste sábado que um novo pacote de ajuda, de valor superior a US$ 100 milhões (R$ 518 milhões), deverá ser anunciado nos próximos dias, além dos US$ 150 milhões (R$ 777 milhões) já comprometidos pela administração Trump.
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Segundo o mesmo representante, cerca de 250 socorristas civis americanos seguirão para a Venezuela, enquanto duas equipes de 80 integrantes, acompanhadas por cães farejadores e equipamentos pesados, já atuam no país e localizaram sobreviventes nas últimas horas. Uma das pistas do aeroporto internacional de Caracas, localizado em La Guaira, está em operação.
A Argentina enviou três aeronaves transportando equipes de resgate, informou sua chancelaria. A empresa Aeropuertos Argentina, responsável pela administração da maior parte dos aeroportos do país, também auxiliará na recuperação do aeroporto.
Socorristas do Catar também chegaram ao país, enquanto a Alemanha enviou duas equipes de resgate compostas por 70 pessoas e sete cães, que iniciaram os trabalhos em La Guaira na noite de sexta-feira.
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Entre as equipes em atuação está um grupo de El Salvador. O presidente Nayib Bukele destacou em sua conta na rede X diversos resgates realizados, incluindo o salvamento de uma adolescente de 15 anos.
Jornalistas da Reuters relataram ainda episódios de saques em diferentes pontos de La Guaira.
A produção de petróleo da Venezuela não foi afetada pelos terremotos, afirmou na sexta-feira a ministra de Petróleo, Paula Henao, acrescentando que o abastecimento de combustíveis será mantido.
Executivos e trabalhadores do setor petrolífero disseram que a infraestrutura da indústria escapou de danos significativos.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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