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Mercosul-UE: Redes francesas rejeitam produtos e desafiam acordo
Publicado 07/02/2026 • 07:46 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 07/02/2026 • 07:46 | Atualizado há 2 meses
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Mesmo isolada dentro da União Europeia na tentativa de barrar o acordo comercial com o Mercosul, a França segue elevando o tom contra a criação de uma das maiores zonas de livre comércio do mundo.
Grandes redes de supermercados, grupos de alimentação e cadeias de restaurantes anunciaram que não pretendem comprar ou vender produtos provenientes do bloco sul-americano, movimento que reforça a pressão dos produtores rurais franceses e amplia o custo político para o presidente Emmanuel Macron.
O presidente do grupo Les Mousquetaires, controlador das marcas Intermarché e Netto, afirmou que a companhia não importará proteínas animais de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
“Não compraremos carne bovina, suína nem de frango da América do Sul”, disse Thierry Cotillard à rádio RTL, acrescentando que a decisão vale também para produtos industrializados de marca própria.
A líder de mercado E.Leclerc reiterou que não vende carne do Mercosul e seguirá recusando itens que não atendam aos padrões europeus. Em entrevista à France Inter, o presidente da empresa afirmou que não faz sentido importar produtos que não cumpram as mesmas exigências impostas aos produtores franceses.
Leia também: Mercosul–UE: Senado cria grupo de trabalho e prevê aprovação no Brasil até março
Já o presidente da Auchan, Guillaume Darrasse, foi além ao defender a proteção da produção local. “Proteger nosso campo significa proteger nossa soberania alimentar”, escreveu em rede social ao confirmar que produtos do bloco sul-americano não estarão nas prateleiras.
O grupo Système U também informou que não comprará itens do Mercosul quando houver equivalentes produzidos na França, segundo o presidente da cooperativa.
Além deles, Lidl e Casino reforçaram iniciativas para priorizar fornecedores locais. Juntas, essas redes concentram cerca de 90% do mercado francês de supermercados e hipermercados.
A filial francesa do McDonald’s, que opera mais de 1,5 mil restaurantes no país, afirmou que não pretende comprar produtos do Mercosul mesmo após eventual ratificação do acordo.
Em comunicado, a empresa disse que não há planos para alterar sua estratégia de abastecimento, baseada majoritariamente em fornecedores franceses e europeus.
Leia também: Acordo Mercosul-UE pode ampliar exportações do Brasil em 543 produtos
O Carrefour, maior grupo de supermercados da Europa, adotou tom mais cauteloso. Seu CEO, Alexandre Bompard, disse à emissora BFM reforça o compromisso da companhia com a produção francesa e com o mercado brasileiro.
“Em relação aos produtos que temos, que são de marca própria, não preciso assumir um novo compromisso porque isso já faz parte do que fazemos. Mais uma vez, meu objetivo é chegar a 100%, algo que sempre norteou nossa atuação. No Brasil, essa meta também significa trabalhar apenas com produtos brasileiros. Essa é a filosofia que seguimos. Portanto, não haverá mudanças.” disse Bompard.
A resistência atual não é inédita. No ano passado, declarações de executivos franceses colocaram em dúvida a qualidade sanitária da carne brasileira, provocando reação do setor produtivo do Brasil.
Em maio de 2025, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil apresentou petição formal à Comissão Europeia em Bruxelas, pedindo investigação contra redes varejistas francesas.
No documento, a CNA argumentou que anúncios coordenados de boicote e críticas públicas poderiam violar regras de concorrência da UE e desestimular compradores, mesmo quando os produtos cumprem os padrões sanitários exigidos pelo bloco.
A entidade também afirmou que a atuação dos varejistas confronta o papel da Comissão Europeia como única negociadora comercial do bloco, ampliando a tensão política em torno do acordo UE-Mercosul.
Com grandes redes assumindo posições públicas contra importações do Cone Sul, a França aprofunda o impasse e adiciona um novo componente empresarial a uma negociação que já enfrenta obstáculos políticos e regulatórios dentro da Europa.
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