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Ministro da educação da Índia renuncia após pressão de protestos populares e marca nova derrota política para Modi
Publicado 25/07/2026 • 08:32 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 25/07/2026 • 08:32 | Atualizado há 2 meses
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Reprodução: X @dpradhanbjp
Dharmendra Pradhan deixa o governo de Narendra Modi após semanas de manifestações estudantis contra vazamento de provas
O ministro da educação da Índia, Dharmendra Pradhan, renunciou neste sábado (25), depois de semanas de protestos liderados por jovens que pediam sua saída do cargo.
A pressão popular se transformou em uma das maiores mobilizações de rua dos últimos anos no país e chegou a atrapalhar os trabalhos do parlamento indiano.
Pradhan anunciou a decisão pela rede social X pouco antes de a polícia usar gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes em Nova Délhi. Horas depois, líderes do movimento estudantil se reuniram com ministros do governo para uma nova rodada de negociações.
Na publicação, o ministro afirmou que enviou a carta de renúncia ao primeiro-ministro Narendra Modi para evitar que “forças antinacionais” se aproveitassem da situação criada pelos protestos em Jantar Mantar e em outras regiões do país. Ele disse ainda respeitar as aspirações e as expectativas legítimas da juventude indiana.
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Assim, a saída de Pradhan representa a segunda renúncia ministerial provocada por escândalo desde que Modi assumiu o governo indiano, em 2014. O primeiro caso havia ocorrido em outubro de 2018, quando M.J. Akbar deixou o cargo de ministro júnior de Relações Exteriores após acusações de assédio sexual feitas por mais de uma dezena de mulheres durante o movimento MeToo no país.
Pradhan, de 57 anos, é um dos líderes do Bharatiya Janata Party (BJP), partido de Modi, e já havia sido mencionado como possível liderança futura da sigla. Ao longo de sua trajetória política, ocupou pastas como Petróleo e Gás Natural, Siderurgia e Desenvolvimento de Competências, antes de assumir a Educação, em 2021.
A crise se agravou depois que a polícia feriu dezenas de estudantes na segunda-feira anterior, durante uma marcha em direção ao parlamento. Diante da repressão, as autoridades chegaram a restringir o acesso à internet e o funcionamento de dezoito estações de metrô na capital indiana neste sábado, como forma de conter os protestos.
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Siga o Times | CNBCNesse cenário de desgaste, políticos de oposição se somaram às demandas dos jovens e cobraram providências do governo dentro do parlamento. A mobilização, batizada como movimento Cockroach Janta Party, teve à frente o ativista Abhijeet Dipke, que celebrou a renúncia em discurso no local dos protestos, em Nova Délhi.
Também apoiou a causa o ativista Sonam Wangchuk, que cumpriu vinte e seis dias em greve de fome em solidariedade aos manifestantes. Pela rede social X, ele classificou a saída do ministro como resultado de paciência e persistência do movimento.
Diante da resolução do caso, jovens reunidos em Jantar Mantar gritaram “Jai Hind”, expressão patriótica indiana, enquanto o hino nacional tocava em alto-falantes e doces eram distribuídos entre os presentes. Cerca de mil policiais acompanhavam o local, segundo jornalistas da Reuters presentes na área.
IT'S A VICTORY OF DEMOCRACY
direct democracy… straight from the streets.
It's a victory of peace, patience & persévérance.
Congratulations CJP, Gen Z of the nation and thank you all citizens for shedding fear and the fear of fear and rising up from every corner of the nation.… pic.twitter.com/rSLOfvba2R— Sonam Wangchuk (@Wangchuk66) July 25, 2026
O estopim da crise foi o vazamento da prova do NEET, exame de acesso a cursos de medicina, ocorrido em maio e que levou ao cancelamento dos resultados e à aplicação de uma nova prova. O episódio afetou dois milhões de candidatos em todo o país.
Além da questão educacional, os protestos também refletem descontentamento mais amplo da juventude indiana com escassez de emprego, corrupção e falta de responsabilização de autoridades públicas. Em Nova Délhi, a manifestante Tluanga Ralte caminhou pelo local dos protestos portando uma cópia da Constituição indiana após o anúncio da renúncia.
Segundo a Reuters, protestos também ocorreram nos últimos dias em estados como Bengala Ocidental, Telangana, Karnataka e Tamil Nadu, com estudantes e ativistas de oposição cobrando a saída de Pradhan e promovendo boicotes a aulas em algumas localidades.
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