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Morte em Minneapolis empurra governo Trump para beira de “novo shutdown”; entenda

Publicado 26/01/2026 • 15:22 | Atualizado há 23 minutos

AFP

KEY POINTS

  • A Câmara dos Representantes havia aprovado os projetos de financiamento restantes para o ano fiscal de 2026, e os republicanos no Senado estavam cautelosamente confiantes de que conseguiriam votos democratas suficientes para aprovar o pacote antes do prazo final de sexta-feira (23) à noite.
  • Esse cálculo ruiu após o assassinato, no sábado (24), de Alex Pretti, um enfermeiro de UTI de 37 anos, durante um confronto com agentes federais em Minneapolis — o segundo tiroteio fatal envolvendo agentes de imigração na cidade este mês.

Donald Trump provavelmente enfrentará a segunda paralisação (shutdown) do governo de sua presidência, após um tiroteio fatal envolvendo agentes de imigração dos EUA detonar uma frágil trégua orçamentária no Congresso e unir os democratas contra o financiamento de sua rigorosa repressão à imigração.

Até o fim de semana, o presidente e os líderes republicanos pareciam próximos de evitar uma interrupção no financiamento ao final da semana.

A Câmara dos Representantes havia aprovado os projetos de financiamento restantes para o ano fiscal de 2026, e os republicanos no Senado estavam cautelosamente confiantes de que conseguiriam votos democratas suficientes para aprovar o pacote antes do prazo final de sexta-feira (23) à noite.

Esse cálculo ruiu após o assassinato, no sábado (24), de Alex Pretti, um enfermeiro de UTI de 37 anos, durante um confronto com agentes federais em Minneapolis — o segundo tiroteio fatal envolvendo agentes de imigração na cidade este mês.

Sua morte tornou-se um estopim político na repressão imigratória de Trump, provocando uma reação negativa extraordinariamente ampla que agora ameaça paralisar grande parte do governo federal.

Inúmeros departamentos seriam afetados, incluindo Defesa, Saúde, Trabalho, Transportes, Habitação e, crucialmente, o Departamento de Segurança Interna (DHS), que supervisiona o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), bem como a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP).

Os democratas afirmam que não fornecerão mais os votos necessários para avançar o pacote de financiamento de seis projetos se ele incluir verbas para o DHS sem novas salvaguardas na fiscalização imigratória.

“Esta repressão brutal tem que acabar. Eu não posso e não votarei para financiar o DHS enquanto este governo continuar com essas violentas ocupações federais em nossas cidades”, disse o senador democrata da Virgínia, Mark Warner, no X (antigo Twitter).

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O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, formalizou a posição democrata no sábado, afirmando que seu partido bloquearia o pacote de financiamento se ele incluísse o projeto do DHS, o qual descreveu como “lamentavelmente inadequado para conter os abusos do ICE”.

‘Território desconhecido’

A Casa Branca e a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, retrataram a morte de Pretti como um ato de legítima defesa, alegando inicialmente — contra todas as evidências — que ele se aproximou dos agentes empunhando uma pistola, com a intenção de realizar um “massacre”.

Múltiplos vídeos de testemunhas contradizem essa versão, parecendo mostrar Pretti segurando um telefone enquanto gravava, correndo para ajudar um civil que foi empurrado ao chão, e sendo atingido por um irritante químico antes de ser arrastado de joelhos, espancado, desarmado e morto a tiros.

Pretti tinha licença para o porte de arma velada, segundo as autoridades locais e sua família.

Para Trump, o impasse corre o risco de reviver memórias da paralisação recorde do ano passado — que interrompeu viagens, atrasou contracheques e desgastou o governo politicamente — e ressalta como sua agressiva política de imigração está colidindo com a mecânica básica de manter o governo em funcionamento.

O líder republicano adotou um tom ambíguo ao ser questionado sobre o incidente, dizendo: “Não gosto de nenhum tiroteio”, ao mesmo tempo em que criticou manifestantes armados.

Ele disse nesta segunda-feira que enviaria seu homem de confiança para a segurança de fronteiras a Minneapolis, que fica a cerca de 480 quilômetros da fronteira entre os EUA e o Canadá e a 2.250 quilômetros do México.

Contudo, líderes estaduais e municipais exigiram a retirada imediata dos agentes federais e uma investigação independente, afirmando que as autoridades de Minnesota foram excluídas da apuração.

“Estamos em território desconhecido aqui”, disse Drew Evans, superintendente do Departamento de Apreensão Criminal de Minnesota.

As consequências também abalaram os republicanos. Deputados do partido na Câmara solicitaram depoimentos dos chefes das agências de imigração e a retirada federal de Minneapolis, enquanto vários senadores — incluindo aliados de longa data de Trump — pediram investigações, em uma ruptura incomum com o governo.

Bill Cassidy, da Louisiana, chamou o tiroteio de Pretti de “incrivelmente perturbador”, alertando que “a credibilidade do ICE e do DHS está em jogo”, enquanto Pete Ricketts, de Nebraska, instou por uma “investigação prioritária e transparente”.

Apesar do desconforto crescente, os líderes republicanos estão seguindo adiante com o pacote de financiamento conforme redigido.

Separar o projeto do DHS — a alternativa preferida dos democratas para resolver o impasse — exigiria novas votações na Câmara, que está fora de Washington esta semana, tornando uma paralisação temporária altamente provável.

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