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“Não queremos um vassalo”: Marco Rubio leva visão de Trump à Europa Central em busca de novos parceiros
Publicado 15/02/2026 • 15:35 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 15/02/2026 • 15:35 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, afirmou neste domingo (15) que os Estados Unidos não querem uma Europa “dependente” ou que seja um “vassalo”, ao dia seguinte de seu discurso em Munique, onde convocou os europeus a aderirem à visão de Donald Trump.
“Não queremos que a Europa seja dependente, não pedimos que a Europa seja um vassalo dos Estados Unidos”, disse ele durante uma coletiva de imprensa em Bratislava, ao lado do primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, acrescentando que deseja um “parceiro”.
O secretário de Estado insistiu no fato de que é do interesse dos Estados Unidos ter “uma Europa forte“, em um momento em que as relações transatlânticas atravessam um período de turbulência.
Em Munique, no sábado (14), em um discurso proferido na Conférence sur la sécurité, Rubio convocou os europeus a se alinharem à visão do presidente americano sobre a ordem mundial e a defenderem a civilização ocidental, ameaçada, segundo ele, pela imigração em massa e pelo declínio cultural e industrial, ao mesmo tempo em que pregou a revitalização do vínculo com uma Europa “forte”.
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Rubio chegou neste domingo à Eslováquia para uma visita de poucas horas antes de seguir para Budapeste, na Hungria, dois países da Europa Central dirigidos por aliados próximos de Donald Trump. Durante a coletiva de imprensa, ele destacou especialmente que o presidente Trump deseja um fortalecimento dos laços com a Europa Central.
Orbán “forte e poderoso”
O primeiro-ministro eslovaco reivindica a mesma ideologia soberanista e nacionalista que o presidente americano. Durante uma visita recente à Flórida, Fico teria, segundo o veículo Politico – citando diplomatas europeus anônimos –, expressado preocupação quanto ao estado mental do presidente americano, mas Washington e Bratislava desmentiram vigorosamente.
Ao final do encontro na Flórida, o líder eslovaco declarou ter tido com Donald Trump diálogos “extremamente importantes” sobre energia nuclear. Sobre a guerra na Ucrânia, com a qual a Eslováquia compartilha cerca de cem quilômetros de fronteira, Fico elogiou neste domingo a “abordagem” de Donald Trump, classificada por ele como “racional e pragmática”, embora não acredite que o conflito seja resolvido “em um futuro próximo”.
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Observações que Rubio disse apreciar, sublinhando que “o papel dos Estados Unidos é tentar facilitar o fim de uma guerra muito mortal, muito sangrenta, extremamente cara e com sofrimentos horríveis“.
O secretário de Estado americano segue para Budapeste para reuniões na segunda-feira (16) com os líderes húngaros, liderados pelo primeiro-ministro Viktor Orbán.
Donald Trump não faz segredo de seu apoio ao líder nacionalista húngaro, a quem qualifica como um “homem forte e poderoso”, visando as eleições legislativas de 12 de abril. Viktor Orbán enfrenta o desafio mais difícil desde seu retorno ao poder em 2010, com seu partido Fidesz sendo superado pelo partido de oposição TISZA em pesquisas independentes.
Em um discurso no sábado (14), ele se comprometeu a continuar sua ofensiva contra “pseudorganizações civis, jornalistas, juízes e políticos comprados”, algo próximo do que empreende Donald Trump nos Estados Unidos. O primeiro-ministro húngaro também manifestou sua intenção de viajar a Washington para participar, na próxima semana, da reunião inaugural do “Conselho de Paz” do presidente americano.
A questão da energia
A Hungria obteve, durante uma visita de Orbán à Casa Branca no ano passado, uma isenção de sanções americanas sobre as importações de petróleo e gás russos. O ex-presidente democrata Joe Biden mantinha relações muito mais hostis com Orbán, a quem acusava de “tender à ditadura”, nomeadamente ao amordaçar os meios de comunicação independentes e ao fazer campanha contra os direitos LGBT+.
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A Eslováquia e a Hungria, dois países da Europa Central sem saída para o mar e com laços estreitos com o Kremlin, permanecem fortemente dependentes dos combustíveis fósseis russos, apesar da invasão da Ucrânia por Moscou em 2022. Eles estão engajados em um braço de ferro com a União Europeia contra a decisão desta última de eliminar gradualmente as importações de gás russo.
Washington pretende, assim, estreitar os laços energéticos com seus dois aliados ultraconservadores.
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