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Netanyahu tenta manter o poder em Israel; conheça os principais opositores do premiê na eleição de terça-feira (27)

Publicado 25/10/2026 • 08:30 | Atualizado há 22 minutos

KEY POINTS

  • Eisenkot, ex-chefe do Exército, empata com Netanyahu nas pesquisas da reta final da eleição em Israel
  • Bennett lidera o Beyahad, aparece em terceiro e tenta atrair eleitores da direita desiludidos com Netanyahu
  • Mansour Abbas, do partido árabe Raam, pode ser fiel da balança para tirar Netanyahu do poder
Netanyahu

A eleição geral de Israel, marcada para terça-feira (27), coloca o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu diante de uma corrida pela permanência no poder. As pesquisas mostram um empate com o ex-chefe do Exército Gadi Eisenkot nos dias finais da campanha.

Além de Eisenkot, o premiê enfrenta Naftali Bennett, Yair Lapid, Avigdor Lieberman, Mansour Abbas e Yair Golan. Cada um deles ocupa um espaço distinto no mapa político do país.

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Eisenkot empata com Netanyahu nas pesquisas

Filho de imigrantes marroquinos, Eisenkot tem 66 anos e surgiu como principal adversário do premiê. Embora tenha menos experiência política que Netanyahu, conta com a simpatia do público após a morte em combate do filho Gal e de dois sobrinhos durante a guerra em Gaza.

Visto como integrante do centro-direita, o ex-militar defende posições que mantêm a linha dura do atual governo no conflito israelo-palestino. Ele promete impedir a criação de um Estado palestino e encerrar o domínio do Hamas em Gaza em até 18 meses, caso seja eleito.

Além disso, Eisenkot apoia os assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, mas promete reprimir colonos que atacaram palestinos com impunidade sob o governo de Netanyahu, defensor dos assentamentos.

Ele deixou o gabinete de guerra do premiê em 2024 e se tornou um dos maiores críticos da gestão dele. Em 2025, fundou o partido Yashar, que significa “reto”. Se vencer, seria o primeiro primeiro-ministro de origem do Oriente Médio ou do norte da África.

Bennett disputa eleitores da direita desiludidos com Netanyahu

Ex-primeiro-ministro, Naftali Bennett tem 54 anos e lidera o partido de centro-direita Beyahad, que aparece em terceiro lugar nas pesquisas. Ex-empreendedor do setor de tecnologia e filho de imigrantes americanos, projetou-se na direita nacionalista e no movimento dos colonos, mas hoje se apresenta como centrista laico.

Em 2021, ele formou um governo de coalizão que reuniu todo o espectro político israelense, com apoio inédito de um partido árabe. A aliança encerrou 12 anos ininterruptos de Netanyahu no poder, mas durou apenas um ano.

Segundo comentaristas israelenses, Bennett pode atrair eleitores de direita desiludidos com Netanyahu que não querem se deslocar para a esquerda. Apesar das críticas ao rival, ele já se disse aberto a incluir o premiê em um governo de coalizão liderado pela oposição.

Lapid depende de base urbana e laica

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Ex-jornalista de televisão, Yair Lapid tem 62 anos e fundou em 2012 o partido de centro Yesh Atid, o que o firmou como um dos principais opositores de Netanyahu. Ele foi ministro das Finanças e das Relações Exteriores e assumiu por pouco tempo o cargo de primeiro-ministro em 2022, por um acordo de divisão de poder com Bennett, de quem voltou a ser aliado.

Declaradamente laico, Lapid tem presença constante nas redes sociais, onde critica Netanyahu com comentários ácidos. No entanto, poucos observadores veem chance de vitória isolada, porque ele tem dificuldade de conquistar eleitores fora da base de israelenses urbanos e laicos.

Lieberman une nacionalismo e laicismo

Nascido em 1958 na Moldávia soviética, Avigdor Lieberman migrou para Israel no fim dos anos 1970 e é veterano da política. Ele adota posição nacionalista de linha dura em segurança e defende o Estado laico.

Fundador do partido Yisrael Beiteinu, contou de início com o eleitorado de língua russa e depois ampliou a base. Já foi próximo de Netanyahu, e há quem lhe atribua ajuda na vitória apertada de 1996 que levou o premiê ao poder pela primeira vez.

Hoje, Lieberman critica o rival em tom acalorado e o chama de fracasso em segurança. Ele é um dos poucos políticos que comandaram três ministérios, Relações Exteriores, Defesa e Finanças.

Abbas pode ser fiel da balança contra Netanyahu

Líder do partido árabe-israelense Raam, Mansour Abbas busca mobilizar a comunidade, que representa 20% da população, para tirar Netanyahu do poder. O Raam foi o primeiro partido árabe a integrar um governo israelense, na coalizão de Bennett em 2021, e pode voltar a decidir o jogo se a oposição aceitar contar com os deputados dele.

Em entrevista recente à AFP, o ex-dentista prometeu levar eleitores às urnas para substituir o “governo racista e fascista de direita” de Netanyahu.

Por outro lado, o premiê tenta desgastar líderes opositores judeus ao levantar com frequência a possibilidade de uma aliança com Abbas, cujas raízes estão no islamismo político. Para ampliar o apoio, o líder do Raam deu um passo inédito e incluiu na chapa o judeu israelense Yoav Segalovitz, ex-integrante da polícia.

Golan representa esquerda tradicional

Após anos de deslocamento do país para a direita, o partido Os Democratas, de Yair Golan, representa o que resta da esquerda tradicional, incluindo remanescentes do Partido Trabalhista.

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