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No FMI, Lagarde alerta para riscos do protecionismo e incertezas que afetam economia global
Publicado 25/04/2025 • 13:16 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 25/04/2025 • 13:16 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Uma placa anunciando as Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional/Banco Mundial é vista do lado de fora da sede do FMI em Washington, DC, em 17 de abril de 2025. As Reuniões de Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) começam em 14 de abril, com o Banco empenhado em promover sua agenda para impulsionar a criação de empregos em economias de mercados emergentes e em desenvolvimento.
Jim Watson/AFP
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou nesta sexta-feira (25), que a “ordem econômica global mudou” há alguns meses, com o aumento do protecionismo e das tensões comerciais criando “fortes obstáculos para a economia global”.
Segundo ela, “a incerteza em relação à política comercial aumentou de forma inédita e está afetando negativamente os investimentos”. Em meio a um cenário de crescimento moderado, Lagarde destacou, em discurso durante as Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), que “os riscos negativos se intensificaram”, citando que “o protecionismo e a fragmentação comercial podem prejudicar o funcionamento das cadeias globais de valor”.
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A inflação global deve cair “gradualmente”, mas as tensões geopolíticas e tarifárias trazem incertezas.
“Tarifas podem provocar oscilações nas taxas de câmbio, impactar os preços de importação e desorganizar cadeias de suprimento”, alertou. A presidente do BCE reforçou que as tensões geopolíticas e comerciais continuam sendo riscos significativos. “A intensificação das tensões comerciais e as incertezas associadas devem reduzir o crescimento da área do euro”, ponderou, alertando para possíveis impactos nas exportações, investimentos e consumo.
Lagarde ressaltou ainda, sobre política monetária, que “não estamos comprometidos com um caminho específico para as taxas de juros”, mantendo uma postura dependente de dados. A atividade econômica na região segue “moderada”, para ela. Contudo, “espera-se que os consumidores se tornem mais cautelosos, reduzindo os gastos”, disse Lagarde, citando também os impactos das barreiras comerciais sobre os exportadores europeus.
Ainda assim, o mercado de trabalho permanece “resiliente”. Diante dos desafios, Lagarde defendeu políticas fiscais e estruturais para impulsionar a competitividade. “Governos devem priorizar investimentos estratégicos que estimulem o crescimento”, afirmou, destacando a necessidade de avançar em áreas como transição verde e integração econômica.
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