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O retorno de 2016: por que a estética de uma década atrás está ditando o consumo em 2026

Publicado 15/02/2026 • 23:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O retorno de tendências em apenas 10 anos desafia o ciclo tradicional de 20 anos, motivado por um desejo de simplicidade e otimismo cultural.
  • Consumidores pessimistas com grandes aquisições (casas e carros) mantêm gastos em itens menores e de moda como forma de recompensa emocional.
  • Jovens consumidores estão trocando a sobrecarga do e-commerce pela experiência tátil das lojas físicas, favorecendo marcas tradicionais de shopping.

A conexão entre 2016 e 2026 vai além das roupas; ela reflete um estado de espírito econômico e político semelhante. Analistas apontam que, em 2016, o mundo vivia um momento de ansiedade política, mas ainda com traços de otimismo, cenário que se repete agora.

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Em mais um conteúdo CNBC Originals, veja como essa nostalgia funciona como um refúgio para o consumidor que, embora se sinta pessimista em relação à economia geral, continua gastando em categorias de varejo ligadas à autoexpressão e ao conforto, como o estilo athleisure.

Para os investidores que monitoram as bolsas internacionais, o burburinho nas redes sociais exige cautela. Marcas emblemáticas de 2016, como Abercrombie, Hollister, Victoria’s Secret e Urban Outfitters, voltaram ao radar, mas o desempenho financeiro varia.

No último semestre, apenas a Victoria’s Secret conseguiu superar o índice S&P 500. Isso demonstra que a popularidade de uma marca não garante retorno imediato aos acionistas; a liderança das empresas precisa agir estrategicamente para converter a tendência em lucro real.

Um dos pontos mais surpreendentes deste ciclo é o retorno dos jovens às lojas físicas. Após anos de domínio do comércio eletrônico, o público mais novo tem buscado o shopping center para evitar a “fadiga de escolha” do ambiente digital e pela oportunidade de experimentar produtos. Esse aumento no tráfego de pedestres beneficia diretamente marcas que oferecem uma experiência de compra tangível e imediata.

Especialistas acreditam que o mercado pode estar apenas no início deste ciclo. Se a tendência se consolidar, o maior ganho será das empresas que conseguirem capturar o interesse do consumidor antes que ele se torne um consenso de mercado.

O desafio para o varejo em 2026 será equilibrar essa busca pela “simplicidade de 2016” com as novas exigências de um consumidor que, apesar de nostálgico, está cada vez mais atento à execução e à estratégia das marcas.

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