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O “tarifaço” ricocheteou: como a Suprema Corte forçou o maior reembolso da história dos EUA
Publicado 21/04/2026 • 16:33 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 21/04/2026 • 16:33 | Atualizado há 6 meses
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A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de obrigar o governo a devolver valores bilionários a importadores enfraquece a narrativa protecionista da Casa Branca e sinaliza um limite institucional às tarifas unilaterais, disse Márcio Riauba, gerente da mesa de operações do StoneX Banco de Câmbio S.A, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O especialista destacou que a política de tarifação agressiva teve efeitos colaterais severos na economia global, especialmente no mercado de câmbio. “O tarifaço aumentou a aversão ao risco global, que acaba costumando pressionar as moedas emergentes como o real. Sempre que o comércio global trava, o impacto aparece no câmbio e nos fluxos de capital”, explicou o executivo.
Em relação ao montante de US$ 166 bilhões (R$ 828,34 bilhões) que será devolvido, Márcio Riauba acredita que o setor exportador brasileiro pode encontrar caminhos para se beneficiar da decisão. “Acredito que sim, tem espaço para que o exportador brasileiro possa ir atrás desses reembolsos também. Um comércio global mais organizado favorece a demanda por commodities, reduz incertezas e melhora o ambiente para países emergentes”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCMesmo com a derrota judicial de Donald Trump, o gerente da mesa de operações do StoneX alertou que a postura defensiva dos Estados Unidos no comércio internacional deve persistir através de novos mecanismos legais. “A decisão melhora o relacionamento com os parceiros ao impor limites às tarifas unilaterais, mas não elimina o viés protecionista. O comércio americano tende a ser mais institucional, porém ainda marcado por incertezas e disputas setoriais”.
Sobre o impacto político para o presidente americano, o entrevistado ressaltou que a anulação das taxas representa um revés em sua principal bandeira econômica. “Acaba sendo uma derrota para o governo Trump, até porque o viés dessas tarifas era de limitar a expansão do mercado chinês. Ele acaba perdendo popularidade por meio dessas tarifações e isso gera um desgaste político relevante”.
Por fim, ao abordar a questão fiscal, Márcio Riauba sinalizou que a devolução dos US$ 166 bilhões (R$ 828,34 bilhões) pressiona as contas públicas americanas no futuro. “Pode ter esse impacto de investimento interno. Não vejo que seja um impacto agora no curto prazo, mas sim no médio e longo prazo, dado que a dívida norte-americana já é gigantesca e trilionária”.
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