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Ouro e prata derretem com temor de recessão global após choque do petróleo

Publicado 19/03/2026 • 19:51 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ouro e prata lideram perdas, mas queda se espalha para metais industriais com aumento do risco de desaceleração econômica.
  • Alta do petróleo reacende temores de inflação e juros mais elevados, pressionando ativos como ouro.
  • Mercado já precifica cenário de estagflação, embora analistas vejam baixa probabilidade de se concretizar.

Os preços dos metais recuaram de forma generalizada nesta quinta-feira (19), com investidores reagindo ao impacto da alta do petróleo provocada pela guerra entre EUA e Irã sobre a economia global.

O ouro caiu quase 6%, enquanto a prata recuou 8%, em um movimento que também atingiu metais industriais como o cobre (-2%) e o paládio (-5,5%).

A pressão sobre os metais preciosos já vinha desde o início do conflito, mesmo com o ouro tradicionalmente visto como ativo de proteção, diante da expectativa de que a inflação volte a subir e mantenha os juros elevados por mais tempo.

Com taxas mais altas, o ouro perde atratividade por ser um ativo que não gera rendimento, além de sofrer com a valorização do dólar, que tende a reduzir seu preço.

O risco de inflação eliminar cortes de juros e levar a altas nas taxas globais tem pesado sobre o ouro”, afirmou Peter Boockvar, CIO da One Point BFG Wealth Partners. No dia, o rendimento dos Treasuries de 10 anos dos EUA chegou a superar 4,30%.

Já os metais industriais, como cobre e paládio, que haviam se estabilizado após quedas iniciais, passaram a recuar novamente com o aumento das preocupações com o crescimento econômico.

Risco de recessão

Por serem amplamente usados na economia real – como o cobre em eletrônicos, fiação elétrica e sistemas hidráulicos –, a queda desses metais é frequentemente interpretada como um sinal de desaceleração econômica.

No mercado, cresce a avaliação de que quanto mais tempo durar a guerra, maior o risco de o petróleo permanecer caro, afetando consumo e investimentos e elevando as chances de recessão.

Esse movimento é associado à chamada “destruição de demanda”, quando custos elevados reduzem a atividade econômica.

No caso dos metais industriais, há uma preocupação real com o risco de recessão”, disse Boockvar.

A combinação de crescimento mais fraco com inflação elevada configura um cenário de estagflação – já refletido nas estratégias de investidores, embora ainda contestado por parte dos analistas.

Para Ed Yardeni, da Yardeni Research, choques de petróleo hoje são menos propensos a gerar estagflação prolongada, como ocorreu nos anos 1970. Ele citou que a guerra na Ucrânia em 2022, apesar de elevar preços, não levou a uma recessão global.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, também minimizou o risco: “Reservaria o termo estagflação para situações muito mais graves”.

Boockvar avalia que os metais industriais só devem se estabilizar com o fim do conflito, enquanto o ouro pode voltar a subir com o foco nos altos níveis de dívida e déficits globais, que tendem a crescer com gastos militares.

Mesmo em um cenário adverso, o Goldman Sachs aponta que o ouro pode se beneficiar, especialmente se houver queda nos juros reais e maior busca por ativos reais e diversificação cambial.

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