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Ouro fecha em queda com incertezas geopolíticas atenuando efeito do dólar sem força
Publicado 19/08/2025 • 15:48 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 19/08/2025 • 15:48 | Atualizado há 11 meses
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Pixabay
Barras de ouro
O contrato mais líquido do ouro fechou em queda nesta terça-feira (19), sustentado em parte pela estabilidade do dólar, mas limitado pelas incertezas geopolíticas.
O ouro com vencimento em dezembro encerrou em baixa de 0,57%, a US$ 3.358,70 (cerca de R$ 18.439,26, na cotação atual) por onça-troy, na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex).
As cúpulas entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, além dos encontros com líderes europeus, não foram suficientes para estimular uma reação mais firme do metal precioso, enquanto investidores aguardam sinais mais concretos que possam indicar o fim do conflito na Ucrânia.
A Sucden Financial pontuou que o ouro foi sustentado por um dólar enfraquecido, mas limitado pela ainda ampla incerteza geopolítica. A instituição destacou que os mercados seguem avaliando as possíveis implicações da reunião realizada ontem entre Trump e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, voltada para um eventual cessar-fogo no conflito com a Rússia.
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O Commerzbank acrescentou que a reação do ouro ao encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin, assim como à cúpula de ontem entre o americano e líderes europeus, foi “inconclusiva”. “Os resultados das conversas permaneceram vagos demais para indicar qualquer avanço nos esforços para encerrar a guerra. No entanto, também não houve sinais de escalada que Trump havia ameaçado caso as negociações fracassassem”, afirmou o banco. Nesse cenário, com possibilidade de solução do conflito, o prêmio de risco geopolítico tende a diminuir, o que pode conter a valorização do ouro.
O preço do metal precioso segue bem sustentado, mas carece de um gatilho claro para romper patamares superiores, avaliou Ole Hansen, do Saxo Bank, em nota. Segundo ele, os investidores buscam o próximo catalisador, com o encontro em Jackson Hole e o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, provavelmente sendo o foco imediato.
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Siga o Times | CNBCO discurso será analisado em busca de comentários dovish sobre a perspectiva de flexibilização das taxas de juros nos EUA, movimento que aumentaria a atratividade do ouro, já que o ativo não rende juros.
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