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Ouro bate novo recorde pelo segundo dia seguido com expectativa de cortes no Fed
Publicado 03/09/2025 • 15:39 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 03/09/2025 • 15:39 | Atualizado há 8 meses
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Ouro
O ouro fechou em alta nesta quarta-feira (3), renovando o recorde pelo segundo pregão consecutivo, impulsionado pela expectativa de cortes nos juros pelo Federal Reserve (Fed) e pela busca por ativos de segurança em meio a um cenário global de incerteza.
O metal precioso também se beneficiou da fraqueza do dólar no exterior, que torna a commodity mais barata para investidores que operam em outras moedas.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para entrega em dezembro avançou 1,21%, fechando a US$ 3.635,50 por onça-troy (cerca de R$ 19.877,30). O metal renovou o maior fechamento histórico e chegou ao recorde intradiário de US$ 3.636,80 (R$ 19.884,03).
A prata para dezembro também subiu, com ganho de 1,13%, negociada a US$ 42,06 por onça-troy (R$ 229,96), o maior nível em 14 anos. No pico do dia, atingiu US$ 42,29 (R$ 231,22).
O relatório Jolts dos Estados Unidos veio mais fraco do que o esperado, e comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed) reforçaram a expectativa de cortes nos juros pelo banco central americano. Para o analista da FP Markets, Aaron Hill, esse cenário aumentou o interesse pelo ouro.
“O metal precioso está subindo porque os investidores buscam proteção em ativos considerados mais seguros”, escreveu Hill.
O Swissquote também destacou que a saída de recursos de investimentos de risco e de títulos tem beneficiado alternativas como o ouro, além de chamar atenção para o bom desempenho da prata.
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Christopher Waller, diretor do Federal Reserve (Fed), voltou a defender uma redução dos juros em setembro e disse ver espaço para vários cortes nos próximos meses. Já Raphael Bostic, dirigente do Fed de Atlanta, adotou tom mais cauteloso, afirmando esperar apenas um corte de 25 pontos-base até o fim do ano. Para Alberto Musalem, do Fed de St. Louis, o banco central deve manter uma postura “equilibrada”, mesmo diante dos riscos para o emprego, considerando os desafios de não atingir a meta de inflação de 2%.
A TD Securities avalia que a disparada nos preços do ouro também reflete a entrada de investidores motivados pelo “medo de ficar de fora” (FOMO), o que teria ampliado a participação de grandes fundos no mercado. Já o Bank of America (BofA) destaca que o ouro foi o ativo com melhor desempenho em agosto, com alta de 3,95% em relação a julho, superando ações, títulos e outras opções de investimento.
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