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Tarifas do Trump

Tarifaço: Os 10 setores brasileiros mais vulneráveis à sobretaxa de Trump

Publicado 01/08/2026 • 14:15 | Atualizado há 51 minutos

KEY POINTS

  • Na avaliação dos pesquisadores, os efeitos não ficam restritos às empresas exportadoras.
  • O estudo estima que as perdas da cadeia da madeira podem chegar a US$ 1,2 bilhão (aproximadamente R$ 8,29 bilhões).
  • A indústria madeireira aparece como a mais vulnerável entre todos os setores analisados.

O novo estudo divulgado pelo IBEVAR, da FIA Business School, em julho de 2026, revela quais setores da economia brasileira estão mais expostos às tarifas impostas pelos Estados Unidos.

A pesquisa, obtida pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, cruzou dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para identificar os setores que mais dependem das exportações ao mercado americano e que, por isso, podem sofrer os maiores impactos econômicos.

A indústria madeireira aparece como a mais vulnerável entre todos os setores analisados. Segundo o levantamento, 83% das exportações do segmento destinadas aos Estados Unidos estão sujeitas ao tarifaço.

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O estudo estima que as perdas da cadeia da madeira podem chegar a US$ 1,2 bilhão (aproximadamente R$ 8,29 bilhões), valor equivalente a aproximadamente metade da produção do setor. A elevada dependência do mercado americano faz com que a atividade esteja entre as mais sensíveis às novas barreiras comerciais.

Setores minerais, químicos e alimentos também preocupam

Depois da madeira, os setores com maior exposição são o de minerais não metálicos, com 56,3%, produtos químicos, com 51,8%, e alimentos, com 38,1%.

Na avaliação do estudo, esses segmentos concentram parte importante das exportações industriais brasileiras para os Estados Unidos, o que aumenta o risco de perda de competitividade caso as tarifas permaneçam em vigor.

Além dos setores com maior percentual de exposição, o levantamento destaca outras atividades que apresentam forte dependência do mercado americano.

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Entre elas estão a indústria aeronáutica, representada pela Embraer, além dos segmentos de calçados, têxtil, móveis e máquinas.

No caso da Embraer, a projeção é de perdas acumuladas de cerca de R$ 20 bilhões até 2030 em razão das tarifas, mostrando que os efeitos podem se estender por vários anos.

Já a indústria calçadista deve enfrentar redução nas exportações ao longo de 2026, enquanto o setor têxtil também vê riscos para a produção, o emprego e toda a cadeia produtiva.

Entre os fabricantes de bens de capital, o estudo cita análises do mercado que apontam impactos distintos entre as empresas.

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A WEG pode sentir reflexos sobre parte da receita obtida com vendas aos Estados Unidos, embora tenha histórico de repassar custos ao mercado externo.

Já a Frasle tende a enfrentar efeitos mais moderados porque a tarifa anunciada não se soma a outras sobretaxas já existentes para seus produtos.

10 setores brasileiros mais vulneráveis ao tarifaço

De acordo com o levantamento do IBEVAR, os segmentos com maior exposição ao mercado americano são:

  • Madeira;
  • Minerais não metálicos;
  • Produtos químicos;
  • Alimentos;
  • Indústria aeronáutica;
  • Calçados;
  • Têxtil e confecção;
  • Móveis;
  • Máquinas e bens de capital; e
  • Autopeças.

O estudo estima que as exportações diretamente atingidas pelas tarifas somam cerca de US$ 11 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 76 bilhões. O valor representa entre 0,5 e 0,6 ponto percentual do Produto Interno Bruto projetado para 2026.

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Na avaliação dos pesquisadores, os efeitos não ficam restritos às empresas exportadoras. A redução das vendas externas pode afetar investimentos, produção, empregos e a atividade econômica em diversas regiões do país que concentram esses setores industriais.

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