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Petróleo fecha em alta após disparar quase 10% com conflito no Oriente Médio
Publicado 02/03/2026 • 17:31 | Atualizado há 45 minutos
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Publicado 02/03/2026 • 17:31 | Atualizado há 45 minutos
KEY POINTS
O petróleo fechou em alta robusta nesta segunda-feira (2), embora tenha perdido parte do ímpeto da manhã, quando saltou quase 10% frente a temores de uma guerra prolongada entre Estados Unidos e Irã.
Interrupções no fornecimento global de energia com o fechamento do Estreito de Ormuz também causaram disparada nos preços de diesel e gás natural.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 6,28% (US$ 4,16), a US$ 71,23 (cerca de R$ 369,68, na cotação atual) o barril. Já o Brent para maio subiu 6,68% (US$ 4,80), a US$ 77,74 (R$ 403,47) o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
O petróleo Brent chegou a superar os US$ 82 (R$ 425,58) por barril, no maior nível desde janeiro de 2025, enquanto o WTI atingiu os US$ 75 (R$ 389,25), máxima desde junho de 2025, mas reduziu ganhos durante a tarde em ambiente de dólar forte no exterior e ponderações sobre a guerra no Oriente Médio.
O conflito entrou em seu terceiro dia nesta segunda-feira e, segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, não existe um prazo para terminar. Trump não descartou o envio de tropas americanas ao conflito, enquanto o Irã revidou os ataques e voltou a bombardear o território de Israel e bases americanas em países do Oriente Médio.
O tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz é o que mais preocupa os investidores, uma vez que representa 20% do fornecimento global de petróleo. Para a economista da Asa, Andressa Durão, o transporte no local parece ter sido significativamente interrompido e acende um alerta relevante para o mercado.
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Segundo a Bloomberg, os preços de superpetroleiros dispararam no mercado global. Ainda assim, conforme a Reuters, os EUA ainda não consideram vender estoques de suas reservas especiais, vendo o mercado bem suprido no momento. Por outro lado, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) anunciou no domingo o aumento da sua produção de petróleo para abril.
Na política iraniana, a Capital Economics prevê um cenário de transição desordenada após a morte do aiatolá Ali Khamenei. No radar, um ataque de drones pela Ucrânia causou um incêndio em um terminal de combustível russo na cidade portuária de Novorossiysk. Além do petróleo, o preço do diesel saltou até 20% e o do gás natural até 40% nos mercados da Europa.
A interrupção na rota de Ormuz gera efeitos imediatos nos produtos refinados, que podem registrar aumentos superiores ao do petróleo bruto, conforme avaliou Erasmo Batistella, presidente da Be8, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O executivo observou que derivados como diesel e combustível de aviação já apresentam altas expressivas na Europa, impulsionando projeções de que o barril atinja ou supere a marca de US$ 100 (R$ 519).
Batistella defendeu que o Brasil está relativamente protegido devido à sua produção doméstica e ao peso dos biocombustíveis, sugerindo inclusive o aumento da mistura obrigatória de biodiesel e etanol para 35% como estratégia para mitigar a volatilidade externa e favorecer o agronegócio nacional.
Por outro lado, a falta estrutural de energia torna-se um risco real caso o bloqueio do estreito se prolongue por mais de 40 dias, alertou Marcus D’Elia, sócio da Leggio Consultoria. Ele explica que cerca de 15% da produção mundial de petróleo passa pela região, tendo como destino principal gigantes asiáticos como a China e a Índia, cujos estoques estratégicos seriam insuficientes para suportar uma interrupção de longo prazo.
Segundo D’Elia, o uso de minas subaquáticas poderia inviabilizar a navegação por períodos extensos, elevando drasticamente o custo de frete e seguros. O especialista advertiu ainda que a Opep não possui capacidade de agilidade para repor os 15 milhões de barris por dia que deixariam de circular, o que tornaria os impactos do conflito imprevisíveis para a economia global.
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