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Bolsas da Europa fecham em forte queda com escalada de conflito no Oriente Médio
Publicado 02/03/2026 • 14:44 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 02/03/2026 • 14:44 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Foto: Pixabay
As bolsas europeias fecharam em queda acentuada nesta segunda-feira (2), pressionadas pela escalada do conflito no Oriente Médio após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, que elevaram a aversão ao risco global e impulsionaram fortemente o petróleo.
O avanço da commodity reacendeu temores inflacionários e de desaceleração econômica, penalizando sobretudo ações sensíveis ao ciclo, como viagens, varejo e bancos, enquanto papéis de energia e defesa limitaram perdas mais amplas.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,20%, a 10.780,11 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 2,42%, a 24.672,40 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 2,17%, a 8.394,32 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,97%, a 46.280,40 pontos. Em Madri, o IBEX 35 caiu 2,65%, a 17.875,00 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,04%, a 9.272,47 pontos. As cotações são preliminares.
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Siga o Times | CNBCA revisão confirmou que o PMI industrial da zona do euro voltou ao terreno de expansão, enquanto o indicador do Reino Unido caiu e frustrou estimativas iniciais. Para o Commerzbank, um conflito prolongado pode elevar a inflação da região em até 1 ponto porcentual e reduzir o crescimento em alguns décimos, com risco de o petróleo se aproximar de US$ 100 (cerca de R$ 519, na cotação atual). O RBC Capital Markets destacou possível impacto negativo sobre o varejo europeu, enquanto o Vontobel vê pressão adicional sobre o segmento de luxo.
Entre as ações, petrolíferas lideraram ganhos, com Var Energi e Equinor registrando fortes altas de cerca de 6% e 8%, respectivamente, na esteira do salto do petróleo. No setor de defesa, BAE Systems avançou cerca de 5,3%, ao lado da Leonardo, que subiu pouco mais de 2,5%.
Na ponta negativa, empresas de turismo e transporte recuaram. TUI e Carnival figuraram entre as baixas, com quedas de cerca de 10% e 8%, respectivamente.
Companhias aéreas, como IAG e Lufthansa, caíram perto de 5% cada, refletindo interrupções no tráfego aéreo e temor de enfraquecimento da demanda. Pressionado por possíveis temores inflacionários, o setor bancário recuou cerca de 3%.
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