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Ouro fecha em forte alta com guerra no Oriente Médio e busca dos investidores por refúgio
Publicado 02/03/2026 • 16:14 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 02/03/2026 • 16:14 | Atualizado há 2 meses
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Ouro
O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta segunda-feira (2), impulsionado pela busca do ativo como refúgio diante do conflito desencadeado no Oriente Médio no final de semana após os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã.
O ativo chegou a disparar acima dos US$ 5.400 (cerca de R$ 28.026, na cotação atual) a onça-troy, mas perdeu força ao longo do dia, em um movimento que levou a prata, que também chegou a operar com forte alta com a busca por refúgio, a encerrar em baixa.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em alta de 1,21%, a US$ 5.311,6 (R$ 27.567,20) por onça-troy. Já a prata para maio teve queda de 4,76%, a US$ 88,85 (R$ 461,13) por onça-troy.
“O medo do mercado continua impulsionando a entrada de capital no metal precioso, como esperado, mesmo com a forte reversão dos preços da prata na sessão de Nova York. Os retornos das commodities em guerras envolvendo os EUA, país com moeda de reserva, tendem a ser impactados pelo impulso fiscal, particularmente em guerras de ocupação”, aponta o TD Securities.
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“Embora a probabilidade de um conflito desse tipo pareça baixa, a duração do conflito ajudará a avaliar as implicações fiscais associadas. Elas podem ser mais agudas hoje, dada a prevalência da desvalorização cambial ao longo do último ano”, pondera. “Nesse cenário, o ouro tende a capturar parte da função de reserva de valor perdida pelo dólar, prolongando a desvalorização cambial, o que tende a resultar em uma alta maior nos preços das commodities do que a explicada apenas pelas forças de oferta e demanda”, conclui.
“Os bancos centrais normalmente ignoram os choques inflacionários impulsionados pelo petróleo, e esperamos que desta vez seja semelhante”, afirma o Wells Fargo. “Prevemos que o Federal Reserve (Fed) adote uma perspectiva de longo prazo, e os eventos do fim de semana provavelmente não terão um grande impacto na reação”, avalia. “Nossa previsão de cortes de 50 pontos-base nas taxas de juros este ano permanece inalterada”, pontua.
O agravamento das tensões no Oriente Médio provocou uma onda de aversão ao risco, levando investidores a venderem ações e buscarem segurança no dólar e no ouro, conforme explicou Guilherme Barbosa, CEO da API Capital, em entrevista exclusiva para o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo o executivo, essa movimentação gera uma queda generalizada nas bolsas globais, especialmente em mercados emergentes como o Brasil, de onde o capital estrangeiro tende a fugir em períodos de grande incerteza.
Barbosa destacou que, embora o fechamento do Estreito de Ormuz não afete diretamente o suprimento brasileiro, o país pode sofrer com a pressão inflacionária decorrente da alta do petróleo e do câmbio, uma vez que os EUA são grandes fornecedores de diesel para o mercado nacional.
Por fim, o especialista ressaltou que o impacto real desses ataques dependerá da duração do conflito, mas alerta que a volatilidade das commodities e a valorização do dólar devem interromper a trajetória benigna da inflação doméstica.
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