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Petróleo impulsiona exportações brasileiras para a China e bate recorde no semestre
Publicado 15/07/2026 • 17:52 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 15/07/2026 • 17:52 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
As exportações brasileiras de petróleo para a China somaram US$ 15,1 bilhões no primeiro semestre, um recorde para o período e valor mais que o dobro de tudo o que o Brasil vendeu à Argentina (US$ 7,3 bilhões). Na comparação com o primeiro semestre de 2025 a receita com petróleo vendido aos chineses cresceu 62%. O desempenho foi sustentado pela alta de 41% no volume embarcado e pela valorização de 15,7% no preço do produto, levando março, abril e junho de 2026 a registrarem os maiores faturamentos mensais da série histórica iniciada pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), em 1997.
O avanço ocorreu em meio às tensões no Oriente Médio, tradicional fornecedor do mercado chinês, o que fortaleceu o Brasil como alternativa considerada mais estável e confiável no abastecimento.
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A China concentrou 54% das exportações brasileiras de petróleo no semestre, quase sete vezes mais do que a Índia, segundo principal destino, com 8%. Em junho, as vendas mensais de petróleo do Brasil para o país asiático alcançaram US$ 3,02 bilhões, reforçando o peso do item na pauta bilateral.
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Siga o Times | CNBCEntre os Estados, o Rio de Janeiro liderou as exportações para a China, com US$ 13,6 bilhões, equivalentes a 23,3% do total nacional destinado ao mercado chinês. O petróleo representou 94% das vendas fluminenses e fez do estado o principal fornecedor brasileiro do produto para o país asiático, responsável por 84% do petróleo exportado do Brasil ao país.
Além do petróleo, a China permaneceu como principal compradora de commodities brasileiras. No semestre, o país respondeu por 69 5% das exportações de soja brasileira, 68,6% do minério de ferro e 53% da carne bovina, mantendo elevada dependência de produtos básicos na relação comercial.
No consolidado, as exportações do Brasil para a China cresceram 22% no primeiro semestre, chegando a US$ 58,3 bilhões, o maior valor já registrado para o período. Soja, minério de ferro e petróleo responderam por 76,5% das vendas e impulsionaram um desempenho superior ao de outros parceiros relevantes, como União Europeia (12,8%), Estados Unidos (-13%) e Argentina (-19%).
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