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China é acusada de copiar tecnologia da OpenAI e da Anthropic; entenda

Publicado 14/07/2026 • 07:30 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Empresas americanas acusam laboratórios da China de usar uma técnica chamada destilação para desenvolver seus próprios modelos a partir de sistemas criados pela Anthropic e pela OpenAI.
  • Segundo as empresas dos Estados Unidos, a prática pode reduzir a vantagem tecnológica americana e gerar riscos para a segurança nacional.
  • A Anthropic, responsável pelo modelo Claude, enviou em 24 de junho uma carta ao Congresso americano afirmando ter identificado um uso indevido de sua tecnologia por funcionários ligados à Alibaba.
China

Foto: Unsplash

A disputa pela liderança em inteligência artificial ganhou um novo capítulo. Empresas americanas acusam laboratórios da China de usar uma técnica chamada destilação para desenvolver seus próprios modelos a partir de sistemas criados pela Anthropic e pela OpenAI.

Segundo as empresas dos Estados Unidos, a prática pode reduzir a vantagem tecnológica americana e gerar riscos para a segurança nacional.

A Anthropic, responsável pelo modelo Claude, enviou em 24 de junho uma carta ao Congresso americano afirmando ter identificado um uso indevido de sua tecnologia por funcionários ligados à Alibaba, de acordo com o The New York Post.

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De acordo com a empresa, aproximadamente 25 mil contas consideradas fraudulentas foram usadas durante a ação. Elas teriam gerado cerca de 28,8 milhões de interações com o chatbot Claude entre 22 de abril e 5 de junho.

Segundo a Anthropic, as informações obtidas teriam sido utilizadas para auxiliar no treinamento de modelos próprios. A empresa afirma que o caso representa uma aplicação indevida da técnica de destilação. Esse método permite que um modelo de inteligência artificial aprenda com outro sistema mais avançado.

Como funciona a destilação de I.A

A destilação é uma técnica usada no desenvolvimento de inteligência artificial. Nela, um modelo mais avançado auxilia no treinamento de outro sistema, geralmente menor e mais barato. O método pode ser legítimo quando uma empresa utiliza seus próprios modelos.

Entretanto, o problema ocorre quando uma companhia utiliza respostas geradas por um modelo concorrente sem autorização para criar sua própria tecnologia.

Com isso, as empresas conseguem acelerar o desenvolvimento de novos sistemas e reduzir custos. Assim, podem criar modelos com desempenho próximo ao dos líderes do mercado sem realizar o mesmo nível de investimento em pesquisa.

OpenAI reforça acusações contra empresas da China

A Anthropic não foi a única empresa americana a demonstrar preocupação com o avanço da I.A chinesa. Em fevereiro, a OpenAI afirmou que a DeepSeek, empresa chinesa de inteligência artificial, teria realizado esforços para se beneficiar indevidamente do trabalho desenvolvido pela companhia.

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Além disso, em junho, a OpenAI apresentou informações ao Congresso americano sobre o uso de inteligência artificial relacionado à China, incluindo possíveis aplicações em operações de influência e atividades consideradas maliciosas.

Enquanto isso, modelos chineses passaram a ganhar espaço no mercado global. Empresas como DeepSeek, Z.AI e Minimax desenvolveram sistemas com preços mais baixos e capacidades próximas às de modelos como Claude, da Anthropic, e ChatGPT, da OpenAI.

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EUA avaliam riscos para liderança em I.A

Além da concorrência comercial, autoridades americanas avaliam que o avanço chinês pode representar riscos estratégicos. Especialistas alertam que agentes mal-intencionados podem usar modelos avançados de IA em ataques cibernéticos, operações de influência e no desenvolvimento de sistemas autônomos.

Por esse motivo, a Anthropic afirma manter contato com representantes da Casa Branca e do Congresso para compartilhar informações sobre possíveis ataques envolvendo seus modelos.

O governo americano também avalia medidas para proteger empresas nacionais, incluindo maior cooperação entre o setor privado e órgãos públicos. O Comitê Seleto da Câmara dos Representantes sobre a China defende novas regras para limitar o acesso de países considerados uma ameaça a chips avançados de inteligência artificial.

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A disputa entre China e Estados Unidos, portanto, deixou de envolver apenas quem desenvolve os melhores modelos de I.A. O conflito também envolve propriedade intelectual, competitividade econômica e segurança nacional.

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