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China desenvolve armas de micro-ondas para causar interferências em satélites como os da rede Starlink
Publicado 13/07/2026 • 11:04 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 13/07/2026 • 11:04 | Atualizado há 3 meses
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X/Reprodução
Cientistas da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa (NUDT) da China revelaram que as novas armas de micro-ondas de alta potência (HPM) do país podem atingir até 100 gigawatts (GW) de potência, uma capacidade capaz de neutralizar ou destruir satélites em órbita baixa da Terra.
A tecnologia coloca em risco direto constelações civis e militares como a rede Starlink, por exemplo. A informação aparece em um estudo publicado no início deste mês na revista científica High Power Laser and Particle Beams.
Os pesquisadores, liderados por Zhang Jun, do Colégio de Estudos Interdisciplinares Avançados da NUDT, descreveram no artigo uma série de sistemas avançados de “energia pulsada” desenvolvidos para as forças armadas do país nos últimos anos.
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De acordo com o documento, as instituições de pesquisa chinesas criaram uma ampla gama de armas da classe de gigawatts, e algumas delas já foram efetivamente entregues para uso operacional.
O estudo aponta que pulsos de micro-ondas de apenas 1 GW já são suficientes para causar interferência severa ou danos permanentes ao hardware eletrônico de satélites em órbita baixa.
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Siga o Times | CNBCCom uma capacidade até cem vezes maior, o novo sistema chinês eleva significativamente o nível de ameaça a redes de satélites. Se implantadas para fins antissatélite, essas armas HPM podem inutilizar infraestruturas espaciais bilionárias a um custo baixo.
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Para alcançar o patamar dos 100 GW, a equipe de pesquisadores precisou contornar alguns problemas.
Os direcionadores de energia pulsada única enfrentam limites geaves de isolamento, o que impede uma única unidade de atingir níveis elevados de potência sem sofrer colapso.
A solução da NUDT foi projetar uma plataforma que interliga e sincroniza múltiplos geradores de pulso compactos. Ao combinar os pulsos disparados simultaneamente, o sistema gera uma saída de energia massiva, muito superior à soma de geradores isolados.
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