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Petróleo sobe apesar da liberação de estoques, afirma especialista
Publicado 12/03/2026 • 12:50 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 12/03/2026 • 12:50 | Atualizado há 1 hora
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O especialista afirmou que a recente alta nos preços do petróleo reflete a incerteza geopolítica provocada pelo conflito no Oriente Médio.
Durante programa Real Time, o planejador financeiro Lucas Sharau, sócio da IHub Investimentos, afirmou que a recente alta nos preços do petróleo reflete a incerteza geopolítica provocada pelo conflito no Oriente Médio e a disputa por influência nas cadeias globais de energia.
Segundo ele, a formação de preços da commodity está diretamente ligada a interesses estratégicos entre países produtores e consumidores. “A precificação do barril do petróleo é muito alinhada a interesses. A gente tem de um lado um país querendo tomar para si o controle das cadeias produtivas relacionadas ao petróleo, tendo sob sua tutela as cadeias energéticas, o poder econômico e também o poder de barganha muito mais alavancado”, afirmou em entrevista.
Leia também: Novo líder supremo do Irã defende manter o Estreito de Ormuz fechado e ameaça bases dos EUA
Sharau destacou que a escalada da tensão internacional tem impacto imediato sobre commodities como o petróleo, antes mesmo de afetar empresas e outros ativos financeiros. “Quando nós temos um evento geopolítico de tamanha magnitude, o impacto que nós temos de imediato são nas commodities. O preço imediatamente já tem esse reflexo”, explicou.
Ele ressaltou ainda que a volatilidade tende a persistir enquanto não houver maior clareza sobre o rumo do conflito. “Não está claro ainda para que direção todo esse estresse vai se assentar”, disse.
Na avaliação do especialista, caso os preços do barril permaneçam elevados por um período prolongado, os efeitos podem se espalhar por toda a economia. “O valor do barril indo para patamar de 150 a 200 tem impacto direto na bomba de combustível e vai afetar também toda a nossa cadeia produtiva”, afirmou.
Sharau também comentou a decisão dos Estados Unidos de liberar parte de suas reservas estratégicas de petróleo para tentar conter a alta dos preços. Para ele, a medida tem efeito limitado e serve sobretudo para ganhar tempo enquanto se busca uma solução diplomática.
“Ele é uma postergação de solução que o Trump está tentando colocar na mesa”, afirmou, referindo-se ao presidente Donald Trump. “Seria uma compra de prazo para que os líderes geopolíticos venham à mesa e tentem se resolver”, acrescentou.
Outro fator que contribui para a instabilidade, segundo Sharau, é a importância estratégica do Estreito de Ormuz, rota por onde passa grande parte da energia comercializada globalmente. “O canal de Ormuz escoa 20% de todo petróleo global e 30% de todo o gás natural global”, afirmou.
Para o especialista, enquanto persistirem as incertezas sobre o desfecho do conflito e sobre o redesenho das cadeias energéticas globais, os mercados devem continuar reagindo com fortes oscilações nos preços.
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