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Petróleo

Petróleo dispara mais de 4% após bombardeio no Kuwait e crise no Estreito de Ormuz

Publicado 17/07/2026 • 17:26 | Atualizado há 40 minutos

KEY POINTS

  • Petróleo sobe mais de 4% com escalada do conflito entre EUA e Irã e temores sobre oferta global.
  • Fechamento do Estreito de Ormuz aumenta riscos ao mercado, pressionando preços do WTI e Brent.
  • Tensões militares elevam incertezas, com ameaça de restrições prolongadas às exportações de energia.
Entenda por que a estratégia dos EUA elevou o risco para o petróleo mundial

Foto: unspalsh

Os preços do petróleo encerram a sessão desta sexta-feira (17) em forte alta, superior a 4% impulsionados pela continuidade dos confrontos entre Estados Unidos e Irã no Golfo Pérsico e pelo aumento das preocupações com o fornecimento global do commodity.

O Estreito de Ormuz permaneceu fechado, o que elevou os temores de restrições ao transporte de petróleo na região.

O petróleo WTI, referência dos Estados Unidos, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) para setembro, avançou 4,47%, com alta de US$ 3,50, e encerrou o dia a US$ 81,78 por barril. Na semana, o contrato acumulou valorização de 14,5%.

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Já o petróleo Brent, referência internacional negociada na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, subiu 4,59%, ou US$ 3,87, e fechou a US$ 88,10 por barril. No acumulado semanal, a alta também alcançou 15,9%.

A pressão sobre os preços aumentou após o governo do Kuwait acusar o Irã de realizar um bombardeio contra uma instalação de energia e dessalinização de água. Segundo as autoridades kuwaitianas, o ataque provocou um incêndio e causou danos a unidades de geração de eletricidade.

O país classificou a ação como uma grave violação do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.

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Nos Estados Unidos, o Comando Central das forças armadas (CENTCOM) informou que destruiu uma torre de vigilância do Porto de Shahid Kalantari, no Irã.

Segundo o órgão, a estrutura integrava uma rede de vigilância marítima localizada ao longo da costa iraniana do Golfo de Omã e utilizada há décadas pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC)

A consultoria Capital Economics avaliou que a intensificação do conflito reforça a expectativa de uma recuperação irregular dos fluxos de petróleo e mantém o mercado sujeito a novos períodos de tensão.

Para a instituição, os acontecimentos recentes elevaram de forma significativa o risco de um cenário mais negativo, no qual os embarques da commodity permaneceriam restritos por um período prolongado.

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No campo militar, informações divulgadas pela Axios indicaram que o governo Trump comunicou a Israel o envio de dezenas de aviões adicionais de reabastecimento, em preparação para uma possível ampliação das operações militares contra o Irã.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que, enquanto os Estados Unidos mantiverem ataques contra alvos iranianos, não haverá exportações de petróleo e gás na região.

O grupo também declarou que o controle total do Estreito de Ormuz continuará sob domínio de Teerã.

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