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Petróleo recua, mas mercado teme disparada com possível bloqueio de rota estratégica
Publicado 16/07/2026 • 16:48 | Atualizado há 48 minutos
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Publicado 16/07/2026 • 16:48 | Atualizado há 48 minutos
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Foto: Freepik
Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta quinta-feira (16) em queda, interrompendo parte da alta recente, enquanto investidores avaliaram os novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus possíveis impactos sobre a oferta global da commodity.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto caiu 0,82% (US$ 0,65) e fechou cotado a US$ 78,95 (R$ 404,22) por barril. Já o Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 0,85% (US$ 0,72), para US$ 84,23 (R$ 431,26) por barril.
A sessão foi marcada por forte volatilidade após informações da imprensa internacional de que o Irã orientou os houthis do Iêmen a se prepararem para fechar a rota marítima do Mar Vermelho caso os Estados Unidos promovam ataques contra a infraestrutura energética iraniana. O plano incluiria um bloqueio do estreito de Bab el-Mandeb em conjunto com o grupo militante somali al-Shabab.
Os houthis também ameaçaram atacar instalações petrolíferas da Arábia Saudita caso Riad volte a participar de uma ofensiva militar de grande escala no Iêmen. Paralelamente, o governo iraniano reafirmou o controle sobre o Estreito de Ormuz, mantendo a rota fechada enquanto Washington não aceitar as condições jurídicas impostas por Teerã.
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Siga o Times | CNBCPara Roukaya Ibrahim, estrategista-chefe de commodities da BCA Research, a recuperação dos preços do petróleo ao longo da semana demonstra que o mercado vinha subestimando a fragilidade do cessar-fogo na região.
Segundo ela, mesmo que as tensões diminuam e eventuais interrupções no fornecimento sejam reduzidas, os fundamentos do mercado devem impedir que o Brent recue para abaixo de US$ 70 (R$ 358,40) por barril, mantendo um prêmio de risco geopolítico nas próximas semanas ou meses.
Já a Capital Economics avalia que um fechamento prolongado do Estreito de Ormuz poderá provocar uma forte deterioração no equilíbrio entre oferta e demanda de petróleo, elevando a cotação do Brent para US$ 120 (R$ 614,40) por barril ou até acima desse patamar.
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