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Petróleo fecha em alta com tensão entre EUA e Irã e restrições no Estreito de Ormuz

Publicado 02/09/2026 • 17:02 | Atualizado há 21 minutos

KEY POINTS

  • Petróleo sobe com escalada do conflito entre EUA e Irã e restrições no Estreito de Ormuz.
  • Ataques a bases americanas ampliam tensões e elevam riscos para o abastecimento global de petróleo.
  • WTI avança 0,88%, a US$ 91,01, enquanto Brent ganha 1,04%, a US$ 95,63 por barril.

Os contratos futuros de petróleo encerraram a sessão desta quarta-feira (2), em alta, em meio à continuidade dos ataques entre Estados Unidos e Irã e às limitações no tráfego marítimo da commodity pelo Estreito de Ormuz.

Na Nymex, em Nova York, o WTI para outubro avançou 0,88%, ou US$ 0,79, e terminou o pregão cotado a US$ 91,01 por barril. Em Londres, o Brent para novembro, negociado na ICE, subiu 1,04%, equivalente a US$ 0,98, para US$ 95,63 por barril.

Os preços oscilaram ao longo da sessão, mas terminaram no campo positivo após a renovação das hostilidades.

O Estreito de Ormuz, descrito como uma via relevante para o transporte marítimo de petróleo, vem registrando limitações no tráfego da commodity em meio ao conflito. Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a passagem está sob controle americano e voltou a sugerir uma mudança de nome para a via marítima.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington continuará pressionando o Irã. Já o secretário de Energia americano, Chris Wright, disse que Trump está alterando a importância do Estreito de Ormuz ao levar países a avaliar alternativas, como novas rotas para contornar a passagem e a construção de oleodutos que evitem o estreito.

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Na madrugada desta quarta-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou que forças iranianas realizaram ataques simultâneos contra bases americanas no Kuwait, na Jordânia, no Bahrein, nos Emirados Árabes Unidos e em Erbil, no Iraque.

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As ações provocaram manifestações de repúdio da Arábia Saudita e do Peru. O Peru informou ter rompido relações diplomáticas com o Irã.

Para Priyanka Sachdeva, da Phillip Nova, o mercado de petróleo vem incorporando cada vez mais aos preços os custos associados a uma guerra ainda não resolvida. Segundo a analista, os efeitos sobre o abastecimento deixaram de estar limitados à escalada militar.

Sachdeva citou relatos de ataques contra embarcações que passam pelo Estreito de Ormuz como um fator que leva o risco diretamente à cadeia física de fornecimento de petróleo.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) provavelmente manterá inalterada sua política de produção para outubro, segundo uma expectativa atribuída pela Reuters. A previsão está relacionada à reunião da organização marcada para domingo e não representa uma decisão já tomada.

Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo recuaram na semana anterior, em um resultado que contrariou as expectativas do mercado. Os números foram divulgados pelo Departamento de Energia americano.

No contexto dos conflitos, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, cobrou uma resposta mais firme dos países aliados após novos ataques russos. Ele também pediu o envio de mais sistemas de defesa aérea.

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