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CNBCEUA atacam Irã após novas ofensivas contra navios no Estreito de Ormuz, diz Centcom

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Petróleo dispara 5% e WTI volta a superar US$ 90 em meio à escalada no Oriente Médio

Publicado 01/09/2026 • 16:49 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Petróleo dispara e WTI sobe 5,2%, para US$ 90,22, enquanto o Brent avançou 4,6%, a US$ 94,65, após novos ataques dos EUA contra alvos no Irã.
  • Donald Trump afirmou que uma nova retaliação iraniana provocaria uma resposta americana ainda maior. O Irã, por sua vez, prometeu reagir de forma “intensa”, enquanto explosões foram registradas em diferentes regiões do país.
  • Além do conflito no Oriente Médio, a redução das exportações russas de derivados e os ataques a refinarias ampliam as preocupações com o fornecimento de combustíveis, especialmente na Europa e nos EUA.
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Os preços do petróleo encerraram a sessão desta terça-feira, 1º de setembro, em forte alta, chegando a subir mais de 5%, depois que os Estados Unidos confirmaram uma nova ofensiva contra alvos no Irã. A operação foi anunciada pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) no início da tarde e ocorreu em resposta a ações de Teerã contra embarcações no Estreito de Ormuz.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo WTI para outubro avançou 5,2%, ou US$ 4,46, e terminou o dia cotado a US$ 90,22 por barril. Já o Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, registrou alta de 4,6%, equivalente a US$ 4,16, fechando a US$ 94,65 por barril.

A reação do mercado ocorre em meio ao aumento das ameaças entre Washington e Teerã. O presidente americano, Donald Trump, classificou os ataques dos Estados Unidos como “grandes e poderosos” e afirmou que, caso o Irã volte a retaliar, a resposta americana ocorrerá em um “nível maior”.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, também anunciou que Washington pretende ampliar a pressão econômica sobre o governo iraniano.

Explosões são registradas em diferentes regiões

Enquanto os mercados reagiam à nova ofensiva, a agência iraniana Irna informou que diversas explosões foram ouvidas nesta terça-feira em Bandar Abbas, Qeshm, Jask e Sirik, além de áreas da província de Hormozgan.

Segundo a agência iraniana Tasnim, Teerã pretende responder aos ataques americanos de hoje de forma “intensa”.

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O aumento das hostilidades também levou a Embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém a emitir um novo alerta de segurança. A representação diplomática advertiu para o risco de uma “escalada imprevista” e orientou cidadãos americanos que estão na região a reforçar a vigilância.

Leia mais: Bolsas da Europa fecham em queda com aumento do petróleo e tensão entre EUA e Irã

A crise envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel repercutiu ainda em uma reunião da Organização para Cooperação de Xangai (OCX). Nesta terça-feira, os líderes do grupo assinaram uma declaração conjunta condenando a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, além das sanções impostas por países ocidentais a alguns de seus integrantes.

A declaração foi divulgada após uma cúpula de dois dias realizada no Quirguistão.

Apesar da atenção concentrada nos acontecimentos do Estreito de Ormuz, o analista Phil Flynn, do Price Futures Group, afirma que outro indicador merece atenção no mercado de energia: o spread do diesel voltou a superar US$ 100 por barril. Segundo Flynn, a situação está relacionada também aos impactos dos ataques contra refinarias russas. Ele afirma que esses ataques levaram Moscou a estender até 30 de setembro a proibição de exportação de produtos, reduzindo a oferta disponível na Europa e aumentando a pressão sobre as refinarias americanas.

As tensões internacionais também se estenderam à Europa. Nesta terça-feira, a Alemanha acusou a Rússia de estar por trás de uma tentativa de ataque com drones contra o aeroporto de Leipzig/Halle, ocorrida em 4 de agosto.

Em resposta, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou, segundo a agência Interfax, que Moscou reagirá a todas as decisões consideradas anti-russas tomadas pelo governo alemão.

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