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Petróleo fecha em alta e acumula ganho de quase 6% na semana com atritos no Oriente Médio

Publicado 14/08/2026 • 16:59 | Atualizado há 11 minutos

KEY POINTS

  • Petróleo fecha em forte alta: WTI sobe 1,42% e Brent avança 1,67%, acumulando ganhos de 5,4% e 5,95% na semana.
  • Tensões no Oriente Médio elevam temor sobre a oferta, com ataques e impasses envolvendo Irã, Arábia Saudita, houthis e o Estreito de Ormuz.
  • Riscos de interrupção da oferta se ampliam, após a suspensão de exportações russas no Mar Negro e a continuidade dos conflitos na região.
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Os preços do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (14), ampliando os ganhos acumulados ao longo da semana em meio ao aumento das preocupações com os riscos geopolíticos e o fluxo de petróleo na região do Oriente Médio.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para setembro avançou 1,42%, ou US$ 1,15, e encerrou a sessão a US$ 82,40 por barril. Na semana, o contrato acumulou valorização de 5,4%.

Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para outubro subiu 1,67%, equivalente a US$ 1,45, fechando a US$ 88,52 por barril. O contrato acumulou alta de 5,95% na semana.

A paralisação das negociações entre Estados Unidos e Irã para tentar reabrir o Estreito de Ormuz contribuiu para o ambiente de tensão. Ao mesmo tempo, ataques envolvendo a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen mantiveram as preocupações sobre a segurança das rotas de transporte de petróleo, tanto no Estreito de Ormuz quanto no Mar Vermelho.

Uma fonte militar confirmou à agência Saba que as Forças Armadas do Iêmen realizaram um ataque com drone contra instalações da Saudi Aramco em Najran, na Arábia Saudita. Na quinta-feira, segundo a mesma agência, a milícia houthi também atingiu uma refinaria da petroleira saudita em Jizan. A Aramco, petrolífera estatal saudita, não se manifestou em seu canal de informações destinado aos investidores.

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Enquanto isso, autoridades americanas afirmaram que os Estados Unidos continuariam exercendo pressão econômica sobre o Irã. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, prometeu ações que classificou como “nunca antes vistas”. Já o secretário de Defesa, Pete Hegseth, ameaçou manter um bloqueio marítimo indefinido aos portos iranianos.

Também na quinta-feira, os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atacar duas embarcações da estatal Abu Dhabi National Oil Company (Adnoc) enquanto os navios transitavam pelo Estreito de Ormuz.

Para o analista do MUFG Soojin Kim, a ausência de um acordo duradouro sobre o Estreito de Ormuz e a continuidade das ameaças na região devem manter um “prêmio geopolítico significativo” incorporado aos preços do petróleo.

As preocupações com a oferta também alcançaram o mercado fora do Oriente Médio. No contexto da guerra da Ucrânia, a Rússia suspendeu as exportações de petróleo bruto do terminal Sheskharis, no porto de Novorossiysk, no Mar Negro, após ataques de drones realizados por Kiev.

Segundo a ONU, julho foi o mês mais mortal para a população civil ucraniana desde o início da guerra, com pelo menos 437 civis mortos e 2.610 feridos.

Ao mesmo tempo, Turquia e aliados regionais aumentam a pressão para que os Estados Unidos contenham as ações militares de Israel no Oriente Médio.

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