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Preços do petróleo caminham para nova queda semanal após EUA e Irã sinalizarem avanço em acordo
Publicado 22/05/2026 • 15:09 | Atualizado há 44 minutos
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Publicado 22/05/2026 • 15:09 | Atualizado há 44 minutos
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Foto: Freepik
Os preços do petróleo caminham para fechar a semana em queda após EUA e Irã sinalizarem avanços nas negociações para encerrar a guerra. Ainda assim, os lados em conflito permanecem em impasse sobre o estoque de urânio enriquecido de Teerã e sobre as tarifas no estrategicamente vital Estreito de Ormuz.
Os contratos futuros do Brent, referência internacional, subiam 0,44% e eram negociados a US$ 102,97 por barril às 15h05 no horário de Brasília. Já o WTI, referência dos EUA, recuava 0,17%, para US$ 96,29.
Mesmo com a alta desta sexta-feira (22), o Brent acumula queda de quase 5% na semana, enquanto o petróleo americano recua mais de 7%. Os preços despencaram depois que o presidente Donald Trump afirmou, na segunda-feira, que suspendeu ataques iminentes contra o Irã para permitir novas negociações.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou na quinta-feira que há “bons sinais” de que um acordo para encerrar o conflito está próximo. Ele alertou, porém, que qualquer pacto seria “inviável” caso o Irã avance com medidas para controlar permanentemente o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz.
“Os mercados ainda buscam sinais de progresso em um possível acordo entre EUA e Irã. Embora existam sinais de otimismo, a incerteza prevalece”, escreveram estrategistas do ING em relatório divulgado nesta sexta-feira.
“Não é a primeira vez que um acordo parece próximo apenas para as negociações fracassarem depois. Por isso, uma parcela significativa do mercado continua cética em relação aos sinais positivos que estamos vendo”, acrescentaram.
As preocupações com a oferta de petróleo seguem elevadas. A Agência Internacional de Energia alertou que, com o aumento da demanda por viagens durante o verão no hemisfério norte, o mercado de petróleo pode entrar em uma “zona vermelha” em breve, à medida que os estoques globais diminuem.
O diretor-executivo da agência, Fatih Birol, afirmou que a solução mais importante para o choque energético provocado pela guerra com o Irã seria a reabertura total e incondicional do Estreito de Ormuz. Segundo ele, países em desenvolvimento da Ásia e da África sentirão “a maior dor desta crise”.
Normalmente, cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo passam pelo Estreito de Ormuz. Desde o início dos ataques liderados por EUA e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, porém, o tráfego marítimo na região praticamente parou.
Executivos do setor de energia também alertaram que a normalização completa da oferta de petróleo do Oriente Médio pode não ocorrer antes de 2027, devido à magnitude das interrupções causadas pelo conflito, segundo nota recente do MUFG.
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