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Petróleo fecha em alta com tensões entre EUA e Irã e baixa liquidez global

Publicado 03/07/2026 • 15:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Petróleo fechou em alta em sessão volátil e de baixa liquidez, influenciada pelo feriado nos EUA e por movimentos técnicos ao longo do dia.
  • Mercado segue dividido entre aumento da oferta global e riscos geopolíticos, com destaque para tensões entre EUA e Irã e incertezas sobre o Estreito de Ormuz.
  • Opep ampliou produção em junho e analistas veem contango como sinal de oferta confortável, embora bancos como MUFG e BofA mantenham cautela com o cenário geopolítico.
Petroleira

Foto: Freepik

Os contratos futuros de petróleo encerraram a sessão desta sexta-feira em alta, após uma jornada marcada por volatilidade e alternância entre ganhos e perdas. O pregão teve liquidez reduzida em razão do feriado nos Estados Unidos, o que amplificou movimentos pontuais dos preços. Ao longo do dia, o mercado também reagiu a sinais de possível aumento da oferta no curto prazo, ao mesmo tempo em que manteve no radar as incertezas geopolíticas envolvendo as negociações entre Washington e Teerã e a segurança no Estreito de Ormuz.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI com vencimento em agosto subia 0,13%, cotado a US$ 68,78 por barril por volta das 14h30 (horário de Brasília), em negociação eletrônica. Já o Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 0,45%, ou US$ 0,32, encerrando o dia a US$ 72,12 por barril.

Durante a sessão, investidores equilibraram expectativas de maior disponibilidade global de petróleo com os riscos persistentes no Oriente Médio. Na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou acreditar que o Irã teria aceitado “tudo o que precisamos” dentro das negociações bilaterais. Em contrapartida, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, alertou que Teerã poderá retomar medidas de resposta caso Estados Unidos e Israel não cumpram os termos acordados após o conflito recente, além de rejeitar qualquer interferência americana no Estreito de Ormuz.

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Do lado da oferta, levantamento da Bloomberg apontou que a produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) aumentou em 2,34 milhões de barris por dia em junho, atingindo 18,75 milhões de barris diários. O avanço reflete a retomada das exportações via Estreito de Ormuz após o acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã.

Em relatório, analistas do MUFG destacaram que a estrutura de preços em contango — quando contratos futuros são negociados acima do preço à vista, sinalizando oferta mais confortável no curto prazo — reflete a normalização dos fluxos de exportação pelo Golfo. Ainda assim, a instituição ressalta que o cenário geopolítico segue como fator de atenção. Já o Bank of America (BofA) avaliou que a reabertura de Ormuz reduz o risco de escassez prolongada e reiterou projeção de que o Brent deve permanecer, no médio prazo, entre US$ 60 e US$ 80 por barril.

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