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Por que café, carne e aviões ficaram de fora da nova tarifa dos Estados Unidos?
Publicado 02/06/2026 • 12:31 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 02/06/2026 • 12:31 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Por que café, carne e aviões ficaram de fora da nova tarifa de Trump
Os Estados Unidos avançaram na proposta de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. No entanto, a medida não deve atingir todas as exportações do país. O governo dos EUA divulgou uma extensa lista de exceções que preserva setores importantes do mercado brasileiro.
Entre os itens que permanecem livres da cobrança estão o café, carnes específicas, frutas, aeronaves, peças aeronáuticas, fertilizantes, medicamentos, minerais, sementes e cereais. A decisão surgiu após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
Leia também: EUA propõem tarifa de 25% sobre produtos do Brasil após concluir investigação
Conforme citado, a determinação de Donald Trump coloca os produtos brasileiros fora das novas tarifas apresentadas. Essa prática vem sendo recorrente por parte do republicano desde o segundo mandato nos EUA.
Com isso, setores estratégicos da economia brasileira evitam um impacto imediato caso a medida entre em vigor. Em destaque, os produtos aeronáuticos seguem de fora da lista em um momento de maior interesse dos EUA no setor. Vale lembrar que o Brasil é referência mundial na fabricação de aeronaves.
Embora o governo americano tenha proposto a tarifa de 25%, ele decidiu preservar produtos considerados relevantes para cadeias produtivas e para o abastecimento do próprio mercado dos EUA.
A exclusão de aeronaves e peças aeronáuticas também evita impactos sobre uma indústria que mantém relações comerciais importantes entre os dois países. Além disso, a lista preserva insumos industriais, produtos agrícolas e itens ligados à segurança alimentar e energética.
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Siga o Times | CNBCO USTR abriu a investigação em 15 de julho de 2025, após determinação do presidente Donald Trump.
O processo utiliza a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite aos EUA investigar práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e adotar medidas corretivas.
O prazo para definição e eventual implementação das sanções termina em 15 de julho de 2026. Enquanto isso, Brasil e EUA seguem negociando alternativas para evitar novas barreiras comerciais.
Leia também: Governo Trump planeja recorrer de decisão que amplia reembolso de tarifas a importadores
O relatório final aponta questionamentos em áreas como comércio digital, serviços de pagamento, acordos tarifários, desmatamento, etanol, propriedade intelectual e combate à corrupção.
O Pix aparece entre os principais pontos destacados pelo USTR. Segundo o órgão, o Banco Central atua ao mesmo tempo como regulador e proprietário do sistema.
Além disso, o documento critica acordos comerciais firmados pelo Brasil com México e Índia, além de apontar problemas relacionados ao mercado de etanol, análise de patentes, combate à pirataria e políticas anticorrupção.
Apesar das críticas, a ampla lista de exceções mostra que os EUA decidiram preservar parte relevante das exportações brasileiras, mesmo diante da proposta de tarifa de 25%.
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