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Por tarifaço, Nissan vai reduzir produção no Japão de modelo vendido nos EUA
Publicado 15/04/2025 • 09:54 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 15/04/2025 • 09:54 | Atualizado há 5 meses
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Nissan.
A Nissan vai reduzir a produção no Japão do SUV Rogue, seu modelo mais vendido nos Estados Unidos, entre maio e julho, segundo uma fonte com conhecimento do assunto. A medida ocorre após a imposição de novas tarifas de importação por parte do governo norte-americano.
O presidente dos EUA, Donald Trump, determinou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre carros produzidos no exterior, alterando a cadeia global de fornecimento do setor automotivo. A Nissan, terceiro maior fabricante japonês, é uma das montadoras mais expostas à mudança.
Os Estados Unidos representaram mais de um quarto das vendas globais da montadora no ano passado. Parte dos veículos vendidos no país é produzida no Japão e no México.
Segundo a fonte, que pediu anonimato, a produção do Rogue será reduzida em 13 mil unidades na fábrica de Kyushu, no sudoeste do Japão. A redução corresponde a mais de 20% dos 62 mil veículos do modelo vendidos nos Estados Unidos nos três primeiros meses deste ano.
A planta de Kyushu, a maior da empresa, terá dias de paralisação e jornada reduzida durante o período. A operação seguirá com dois turnos por dia. A Nissan vai reavaliar o cenário mais adiante, conforme a evolução do tema tarifário, informou a fonte.
Na segunda-feira, Trump afirmou que estuda modificar a tarifa, alegando que as montadoras precisam de mais tempo para se adaptar.
Em nota, a Nissan informou que está revisando suas operações de produção e cadeia de suprimentos para buscar soluções voltadas à eficiência e sustentabilidade. Segundo a empresa, a prioridade é ajustar as operações às mudanças do mercado, com foco na força de trabalho e na capacidade produtiva.
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O Rogue foi o modelo mais vendido da Nissan nos Estados Unidos no ano passado, com quase 246 mil unidades, representando mais de um quarto das vendas totais da montadora no país. O modelo também é produzido em Smyrna, no estado do Tennessee.
A decisão anunciada nesta semana ocorre após a empresa ter revertido um plano de redução de turnos na unidade de Smyrna. Inicialmente, a montadora planejava operar com apenas um turno, mas manteve dois.
Outras montadoras também estão ajustando operações por causa das tarifas. A Stellantis, controladora da Chrysler, suspendeu a produção em uma fábrica no México e outra no Canadá, afetando cinco unidades nos Estados Unidos e resultando em 900 demissões temporárias.
A Honda vai produzir o novo Civic híbrido no estado de Indiana, nos Estados Unidos, em vez do México, para evitar possíveis tarifas.
Mesmo antes da imposição das tarifas, a Nissan já havia anunciado planos de reduzir sua capacidade global em 20%, como parte de um programa de reestruturação. O novo CEO, Ivan Espinosa, enfrenta pressão para melhorar os resultados da empresa, especialmente nos Estados Unidos, onde a montadora tem registrado queda de desempenho devido à linha de modelos defasada e à ausência de híbridos. No último ano fiscal, a Nissan revisou sua projeção de lucros três vezes.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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