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Primeiro-ministro do Paquistão pede trégua de 2 semanas após ultimato de Trump sobre reabertura de Ormuz

Publicado 07/04/2026 • 17:09 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu nesta terça-feira (7) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que conceda uma prorrogação de duas semanas em sua ameaça de destruir “toda a civilização” do Irã, caso Teerã não aceite um acordo que inclua a reabertura do Estreito de Ormuz.
  • Em uma publicação na rede X, Sharif também apelou diretamente à liderança iraniana para que reabra o estreito pelo mesmo período, como um “gesto de boa vontade”.

Wikimedia Commons

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu nesta terça-feira (7) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que conceda uma prorrogação de duas semanas em sua ameaça de destruir “toda a civilização” do Irã, caso Teerã não aceite um acordo que inclua a reabertura do Estreito de Ormuz.

Em uma publicação na rede X, Sharif também apelou diretamente à liderança iraniana para que reabra o estreito pelo mesmo período, como um “gesto de boa vontade”.

“Também pedimos a todas as partes envolvidas no conflito que adotem um cessar-fogo imediato, em todos os territórios, por duas semanas, para permitir que a diplomacia avance rumo a uma solução definitiva para a guerra, no interesse da paz e da estabilidade de longo prazo na região”, escreveu.

O apelo público do premiê paquistanês (que vem atuando como mediador entre as potências envolvidas) ocorreu poucas horas antes do prazo estabelecido por Trump, às 20h (horário da costa leste dos EUA), para que o Irã aceite um acordo ou enfrente ataques em larga escala contra sua infraestrutura civil.

Na manhã desta terça-feira, Trump elevou drasticamente o tom. Em publicação na Truth Social, alertou que “uma civilização inteira pode desaparecer esta noite, para nunca mais voltar” caso não haja acordo.

Ainda assim, sugeriu a possibilidade de uma reviravolta: “Agora que temos uma mudança completa de regime, com lideranças diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas, talvez algo extraordinariamente positivo possa acontecer, quem sabe?”, escreveu.

“Vamos descobrir esta noite. Pode ser um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo.”

A ameaça veio após forças americanas atingirem, na noite anterior, alvos militares na Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, segundo confirmou um funcionário da Casa Branca à CNBC.

Desde o início do conflito, no fim de fevereiro, o Irã vem restringindo grande parte do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, após a escalada militar envolvendo Estados Unidos e Israel. O bloqueio provocou um choque sem precedentes na oferta global, fazendo os preços da energia dispararem.

Trump afirmou que o exército iraniano foi “devastado”, mas reconheceu que o país ainda mantém controle sobre o tráfego marítimo no estreito, um fator que lhe garante forte poder de barganha.

Em outra publicação, feita no domingo de Páscoa, o presidente já havia adotado um tom agressivo, ameaçando destruir pontes e usinas de energia iranianas até a noite de terça-feira e exigindo que Teerã “reabra imediatamente o estreito”.

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