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Irã sinaliza repressão mais dura a protestos enquanto príncipe exilado convoca greve; veja o vídeo
Publicado 10/01/2026 • 09:25 | Atualizado há 7 horas
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Líder do Irã acusa manifestantes de agirem para Trump
Publicado 10/01/2026 • 09:25 | Atualizado há 7 horas
KEY POINTS
As autoridades do Irã sinalizaram neste sábado (10) que podem intensificar a repressão às maiores manifestações antigovernamentais em anos, em meio ao agravamento da crise política e social no país. A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que a segurança nacional é uma “linha vermelha” e acusou “grupos terroristas” de estarem por trás da violência, enquanto as Forças Armadas disseram que vão proteger propriedades públicas, infraestrutura estratégica e interesses nacionais.
A escalada ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltar a alertar que Washington pode intervir caso a repressão avance. Novos relatos de confrontos surgiram em várias regiões, mas um apagão quase total da internet dificultou a avaliação da dimensão dos distúrbios.
A mídia estatal iraniana informou que um prédio municipal foi incendiado em Karaj, a oeste de Teerã, e transmitiu imagens dos funerais de integrantes das forças de segurança mortos em confrontos nas cidades de Shiraz, Qom e Hamedan. A agência semioficial Tasnim afirmou que 100 “manifestantes armados” foram presos em Baharestan, perto da capital. Segundo o grupo de direitos humanos HRANA, ao menos 50 manifestantes e 15 agentes de segurança morreram, e cerca de 2.300 pessoas foram detidas desde o início da repressão.
Vídeos verificados pela Reuters mostram grandes multidões reunidas em Teerã durante a noite, com barricadas improvisadas e incêndios nas ruas. Em gravações feitas no distrito de Saadatabad, manifestantes gritam palavras de ordem como “morte ao ditador” e “morte a Khamenei”, em referência ao líder supremo Ali Khamenei.
Nesse contexto, o príncipe herdeiro exilado Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, fez seu apelo mais enfático até agora para que os protestos avancem para uma nova etapa. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele convocou uma greve nacional e defendeu a ocupação dos centros urbanos. “Nosso objetivo não é mais simplesmente ir às ruas; o objetivo é nos prepararmos para tomar os centros das cidades e mantê-los sob nosso controle”, afirmou. Pahlavi, que vive nos Estados Unidos, disse ainda que se prepara para retornar ao Irã em breve.
Os protestos se espalharam pelo país desde 28 de dezembro, inicialmente motivados pela inflação elevada e pela deterioração das condições econômicas. Com o avanço das manifestações, as reivindicações passaram a incluir demandas políticas, como o fim do regime clerical instaurado após a Revolução Islâmica de 1979. As autoridades iranianas acusam Estados Unidos e Israel de fomentarem a agitação.
Em discurso recente, Khamenei afirmou que o Irã não tolerará pessoas agindo como “mercenários a serviço de estrangeiros”. Médicos relataram que hospitais receberam dezenas de manifestantes feridos nos últimos dias, alguns com traumatismos, fraturas e ferimentos causados por munição real.
Apesar de alguns protestos incluírem slogans de apoio a Pahlavi, a maioria dos manifestantes tem direcionado críticas ao governo clerical e exigido respostas para a crise econômica. Analistas avaliam que a combinação de repressão mais dura, mobilização popular contínua e pressão externa coloca o regime diante de um dos cenários mais sensíveis das últimas décadas.
Em discurso na sexta-feira, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, acusou os Estados Unidos de estimularem os protestos e afirmou que a República Islâmica “não recuará”. Pahlavi rebateu a acusação, classificando-a como uma tentativa de desviar a atenção da insatisfação popular.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump voltou a não descartar uma ação militar contra o Irã e afirmou que o país enfrenta uma situação grave. “Parece-me que a população está tomando o controle de certas cidades que ninguém imaginava ser possível há apenas algumas semanas”, disse.
Questionado sobre um recado aos líderes iranianos, Trump declarou: “É melhor vocês não começarem a atirar, porque nós também começaremos a atirar”.
A crise econômica no Irã se agravou a partir de 2018, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou o país do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano firmado durante o governo Barack Obama.
Desde então, as condições econômicas têm pesado sobre a população. A inflação anual supera os 40%, corroendo o poder de compra e ampliando o descontentamento social. O cenário é marcado ainda pelo aumento da percepção de desigualdade entre a população em geral e a elite do país, além de denúncias recorrentes de corrupção no governo.
No final de dezembro de 2025, o presidente do Banco Central do Irã renunciou ao cargo.
Apenas no ano passado, a moeda iraniana perdeu cerca de metade de seu valor frente ao dólar, atingindo neste mês a menor cotação de sua história.
O governo iraniano é alvo de críticas internacionais por violações de direitos humanos e restrições a liberdades civis. Nos últimos anos, esses fatores têm alimentado protestos, liderados principalmente por jovens, em um contexto de deterioração econômica.
Desde a Revolução Islâmica de 1979, o Irã é formalmente uma república teocrática, com o poder concentrado no líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que ocupa o cargo desde 1989.
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