Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Protestos agrícolas pressionam UE e colocam acordo UE–Mercosul sob risco jurídico
Publicado 20/01/2026 • 13:11 | Atualizado há 2 horas
ALERTA DE MERCADO:
Ibovespa B3 volta a superar 166 mil pontos e bate recorde histórico
Publicado 20/01/2026 • 13:11 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Nicolas Tucat/AFP
Milhares de agricultores europeus, acompanhados por centenas de tratores, tomaram nesta terça-feira as ruas de Estrasburgo, em um novo capítulo de pressão política contra o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul. A manifestação ocorreu em frente ao Parlamento Europeu, um dia antes da votação decisiva que pode encaminhar o tratado ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) para análise de legalidade.
Segundo estimativas da polícia local, mais de 4.500 manifestantes participaram do ato. Já a FNSEA, maior sindicato agrícola da França, fala em cerca de 5 mil agricultores, vindos de 15 Estados-membros, incluindo França, Itália, Bélgica, Polônia e Espanha. A imprensa local registrou a presença de 700 a 1.000 tratores, que bloquearam acessos estratégicos e se concentraram nas imediações do Legislativo europeu.
A mobilização é uma resposta direta à assinatura do acordo, realizada no último sábado, 17, em Assunção, pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pelos líderes do Mercosul, apesar da forte resistência de setores agrícolas e de governos como o da França.
Leia também: Com acordo Mercosul-UE, exportações brasileiras de suco de laranja podem ter economia bilionária
O protesto expõe a insatisfação crescente do setor agropecuário europeu, que teme concorrência considerada desleal, além da entrada de produtos sul-americanos sob padrões sanitários e ambientais diferentes dos exigidos aos produtores da UE. Para os manifestantes, o acordo pressiona margens, ameaça a renda agrícola e fragiliza a política de proteção interna do bloco.
As lideranças rurais cobram que os eurodeputados acionem mecanismos legais para frear a implementação do tratado. A votação marcada para quarta-feira, 21, decidirá se o Parlamento solicitará um parecer formal do TJUE sobre a compatibilidade do acordo com a legislação europeia. Uma eventual decisão desfavorável do tribunal obrigaria a renegociação ou revisão do texto, ampliando a incerteza regulatória.
Leia também: Cachaça, cafés e vinhos vão ser protegidos contra imitação após acordo Mercosul-UE; veja lista
Entidades como a Copa-Cogeca e a Asaja reforçaram nas redes sociais o discurso de que a UE não pode impor regras rígidas aos produtores internos e adotar critérios mais flexíveis para importações.
Durante o ato, o presidente da FNSEA, Arnaud Rousseau, afirmou que a situação é “insustentável” e cobrou proteção efetiva à agricultura europeia. Além do acordo com o Mercosul, os agricultores defendem uma Política Agrícola Comum (PAC) robusta no pós-2027, menos burocracia e garantia de renda mínima.
A tensão em Estrasburgo deve se estender ao longo da semana. Além da votação sobre o acordo comercial, o Parlamento Europeu analisará na quinta-feira, 22, uma moção de censura contra Ursula von der Leyen, apresentada pelo grupo Patriotas por Europa. Analistas avaliam, porém, que a iniciativa tem baixa probabilidade de avançar, mas reforça o ambiente de instabilidade política em torno do acordo.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Ações da Stellantis caem 43% enquanto fabricante da Jeep completa cinco anos e executa reestruturação
2
Fictor, que tentou comprar o Banco Master, é questionada por promessas de retorno acima do mercado
3
Trading controlada por grupo russo “some do mapa” e demite 344 no Brasil
4
Quem é a família Santo Domingo, bilionária que quer comprar o Santos FC
5
Flamengo: por que o clube ficou fora da Copinha 2026?