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Recusa de visto americano para brasileiros sobe para 15% em 2025, uma das mais altas da série histórica, revela levantamento
Publicado 16/08/2026 • 10:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/08/2026 • 10:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
Os Estados Unidos vão alterar as regras de permanência para estudantes estrangeiros com visto F-1 a partir de 15 de setembro de 2026.
A taxa de recusa de visto americano de turismo e negócios para brasileiros chegou a 14,87% em 2025, segundo levantamento com dados oficiais do Departamento de Estado dos Estados Unidos. O percentual equivale a cerca de um em cada sete pedidos negados na métrica ajustada usada pelo governo americano, que considera a situação final de cada solicitante ao fim do ano fiscal.
O resultado integra uma série histórica reunida pela consultoria de vistos Viaggi Vistos com base em relatórios anuais do órgão americano, cobrindo os anos fiscais de 2006 a 2025. Ao longo das duas décadas, a taxa de recusa para brasileiros passou por oscilações amplas, com mínima de 3,2% em 2012 e 2014 e máxima de 23,16% em 2020.

Em 2006, a recusa de visto para brasileiros estava em 13,2%. Nos anos seguintes, o índice recuou de forma constante, chegando a 5,5% em 2008 e a 3,8% em 2011. O piso da série veio em 2012 e se repetiu em 2014, ambos com 3,2%, período que a Viaggi Vistos associa ao câmbio favorável e ao momento de força da economia brasileira.
Depois de manter-se abaixo de 6% em 2015, com 5,36%, a taxa deu um salto para 16,7% em 2016, um crescimento de mais de onze pontos percentuais em um único ano. A partir daí, o índice seguiu em elevação ano após ano, passando por 12,34% em 2017, 12,73% em 2018 e 18,48% em 2019, até atingir o teto da série em 2020, com 23,16%.
O levantamento atribui o salto de 2016 à crise econômica de 2015 e 2016 no Brasil, marcada por recessão e forte desvalorização do real. Segundo especialistas em vistos consultados pela imprensa brasileira e citados no estudo, mudanças no perfil de renda e no histórico financeiro dos solicitantes tendem a alterar a leitura de risco migratório feita pelos consulados americanos.
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Siga o Times | CNBCA própria Viaggi Vistos pondera que não existe comunicado oficial do governo dos Estados Unidos que confirme essa relação de causa. A leitura fica restrita a analistas do setor de vistos, e não ao Departamento de Estado.
O ano de 2020, marcado pela pandemia de covid-19 e pelo fechamento temporário de consulados americanos no Brasil, concentra o maior índice da série, com 23,16% de recusa. Nos anos seguintes, a taxa recuou, mas sem retornar aos patamares registrados antes de 2016.
Entre 2021 e 2025, o percentual oscilou entre 11,94%, em 2023, e 15,48%, em 2024, fechando o último ano fiscal em 14,87%. Na média dos vinte anos analisados, a recusa para brasileiros soma 10,7%.
Apesar da alta em relação à década anterior, o patamar atual do Brasil permanece distante da média mundial. Em 2025, a média aritmética simples entre as nacionalidades listadas pelo Departamento de Estado chegou a 34,3%, o maior valor da série e mais que o dobro do índice brasileiro no mesmo ano.
O critério também é usado pelo governo americano para avaliar a entrada de países no Visa Waiver Program, o programa de isenção de visto de turismo. A lei de imigração dos Estados Unidos prevê que apenas nações com recusa abaixo de 3% podem ser consideradas para o benefício, patamar que o Brasil chegou a encostar em 2012 e 2014, sem nunca atingir.
| Ano fiscal | Taxa de recusa | Ano fiscal | Taxa de recusa |
|---|---|---|---|
| 2006 | 13,2% | 2016 | 16,7% |
| 2007 | 9,6% | 2017 | 12,34% |
| 2008 | 5,5% | 2018 | 12,73% |
| 2009 | 7,0% | 2019 | 18,48% |
| 2010 | 5,2% | 2020 | 23,16% |
| 2011 | 3,8% | 2021 | 14,25% |
| 2012 | 3,2% | 2022 | 14,48% |
| 2013 | 3,5% | 2023 | 11,94% |
| 2014 | 3,2% | 2024 | 15,48% |
| 2015 | 5,36% | 2025 | 14,87% |
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