Reino Unido alerta para ameaça global após tarifas de Trump
Publicado 03/04/2025 • 11:08 | Atualizado há 19 horas
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Publicado 03/04/2025 • 11:08 | Atualizado há 19 horas
KEY POINTS
Uma das preocupações antigas de Trump tem sido os déficits comerciais dos EUA com seus vizinhos e concorrentes
CHIP SOMODEVILLA GETTY IMAGES NORTH AMERICA Getty Images via AFP
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse a líderes empresariais em Downing Street na quinta-feira que, embora o presidente Donald Trump tenha um “mandato” para agir nos interesses de seu país, o Reino Unido tem o direito de responder à tarifa de 10% que a Casa Branca decidiu impor sobre as exportações britânicas para os Estados Unidos.
Ainda assim, ele pediu “cabeças frias” e afirmou que o Reino Unido avançaria para a “próxima fase de nosso plano.”
“As decisões que tomarmos nos próximos dias e semanas serão guiadas apenas pelo nosso interesse nacional. Pelo interesse da nossa economia. Pelo interesse das empresas ao redor desta mesa”, afirmou ele em uma reunião em seu gabinete oficial no número 10 de Downing Street, em Londres.
“É evidente que haverá um impacto econômico das decisões tomadas pelos EUA, tanto aqui quanto globalmente. Mas quero deixar absolutamente claro: estamos preparados”, acrescentou.
O secretário de Negócios do Reino Unido, Jonathan Reynolds, disse anteriormente que o país enfrenta uma “ameaça” à sua economia aberta devido a possíveis repercussões globais do novo regime tarifário de Trump.
O Reino Unido conseguiu escapar relativamente ileso em comparação com muitas outras nações, enfrentando a tarifa comercial mais baixa anunciada por Trump na quarta-feira, graças ao seu comércio relativamente equilibrado de bens com os EUA.
Déficits comerciais que os Estados Unidos têm com diversos parceiros comerciais foram amplamente utilizados pela Casa Branca para calcular o nível de tarifa a ser imposto sobre países ou territórios específicos.
Reconhecendo que o Reino Unido está em uma posição melhor do que muitos países, Reynolds alertou que o país ainda pode ser afetado pela turbulência econômica em outras partes do mundo que sofrerão tarifas mais altas, como a União Europeia, cujas exportações para os EUA enfrentarão uma taxa de 20%.
“Qualquer coisa que perturbe o sistema comercial global é uma ameaça ao Reino Unido, porque temos uma economia muito mais voltada para o comércio internacional do que alguns parceiros”, disse Jonathan Reynolds à Times Radio na quinta-feira, segundo a Reuters.
Ele afirmou que o governo continuará trabalhando para fechar um acordo comercial com a administração Trump e espera conseguir a reversão das tarifas. Não descartou contramedidas “se necessário”. O Reino Unido esperava sair relativamente ileso do regime tarifário de Trump em comparação com outros parceiros comerciais dos EUA, devido ao equilíbrio maior no comércio de bens entre os dois países.
Uma das preocupações antigas de Trump tem sido os déficits comerciais dos EUA com seus vizinhos e concorrentes, incluindo Canadá, China, México e União Europeia.
O Reino Unido já está sujeito a uma tarifa de 25% sobre importações de aço e alumínio, anunciada por Trump em fevereiro, além de um imposto de 25% sobre “todos os carros que não são fabricados nos Estados Unidos”. Essa última taxa entrou em vigor na quarta-feira. Antes da imposição das tarifas, o Reino Unido tentou negociar um acordo com a Casa Branca para evitar novas taxas, mas o primeiro-ministro Keir Starmer tentou reduzir as expectativas ao afirmar que as tarifas ainda eram prováveis.
Starmer disse que o Reino Unido continua trabalhando em um acordo econômico com os EUA e que houve “avanços rápidos”, mas alertou que o processo pode levar tempo.
“Acho que ninguém quer ver tarifas”, disse Starmer à Sky News na segunda-feira. “Estamos trabalhando duro em um acordo econômico no qual avançamos rapidamente, e espero que possamos chegar a resoluções realmente rápidas”, afirmou.
“A probabilidade é que haverá tarifas. Ninguém deseja isso. Estamos obviamente trabalhando com os setores mais impactados para agir rapidamente. Ninguém quer ver uma guerra comercial. Mas preciso agir no interesse nacional, e isso significa que todas as opções precisam permanecer na mesa”, acrescentou.
O secretário de Comércio do Reino Unido, Jonathan Reynolds, insistiu à BBC na terça-feira que as negociações em andamento com o governo Trump colocam o Reino Unido na “melhor posição possível entre todos os países” para reverter as tarifas comerciais.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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