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Sanchéz defende os trens espanhóis e promete “justiça” por acidentes
Publicado 11/02/2026 • 12:03 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 11/02/2026 • 12:03 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha
Wikipedia
O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, defendeu nesta quarta-feira (11) o sistema ferroviário do país, durante comparecimento ao Congresso para tratar dos dois acidentes de trem que deixaram 47 mortos em meados de janeiro. Segundo ele, embora “não seja perfeito”, o sistema é “seguro” e haverá “justiça” nos casos.
“Tomaremos as medidas necessárias” para que esses acidentes “não voltem a se repetir”, garantiu, referindo-se às tragédias que levantaram dúvidas sobre a segurança das viagens de trem no país.
Leia também: Trens de alta velocidade descarrilam e deixam pelo menos 7 mortos na Espanha; vídeo
No domingo (18), dois trens se cruzaram na altura da cidade Andaluza de Adamuz, no sul do país, e acabaram colidindo, provocando a morte de 46 pessoas, além de outro descarrilhamentos em Gelida, na Catalunha, que causou a morte de um maquinista e levou à suspensão do serviço por vários dias na região neste ano.
Esses acontecimentos seguidos impulsionaram uma greve nacional de três dias, nesta segunda-feira (9), exigindo medidas de garantia de segurança aos trens.
“Quero que saibam que o Estado, como um todo, está fazendo e fará tudo o que estiver ao nosso alcance (…) para estabelecer as causas do acidente e, se for necessário e cabível, fazer justiça”, declarou Sánchez.
A Espanha, afirmou Sánchez, possui uma rede ferroviária de “15.700 quilômetros, ou seja, a quinta mais extensa do continente europeu”. “Desses, 4.500 são de alta velocidade, o que nos torna o segundo país do mundo, atrás apenas da China em quilômetros de linha rápida”, destacou, lembrando que, a cada semana, mais de 12 milhões de pessoas utilizam o trem.
“Também me parece importante, igualmente importante, não desinformar a sociedade nem gerar medo dizendo que nosso sistema ferroviário é decadente ou inseguro, porque simplesmente isso não é verdade”, afirmou Sánchez, admitindo que o sistema “tem carências significativas”, que “há trabalho a ser feito” e “muito a melhorar”.
Leia também: Espanha começa a investigar causas de apagão massivo
Seu governo e os sindicatos ferroviários firmaram, na segunda-feira, um acordo para melhorar a manutenção da segurança ferroviária com mais investimentos e mais pessoal, entre outras medidas. Especificamente, o governo se comprometeu a destinar 1,8 bilhão de euros (2,145 bilhões de dólares) adicionais para manutenção e a criar 3.650 postos de trabalho, informou o Ministério dos Transportes.
O acordo pôs fim, já no primeiro dia, a uma greve que estava prevista para durar três jornadas.
Em resposta, o líder da oposição, do Partido Popular (PP, conservador), Alberto Núñez Feijóo, acusou o governo de “ter jogado roleta-russa com a nossa segurança”. Se referindo ao acidente de Adamuz, Alberto acrescentou que o acidente era evitável, “Não uma catástrofe imprevisível, e o que deveriam ter vindo fazer aqui era pedir desculpas e assumir as consequências”.
A comissão (Ciaf) que investiga a tragédia concentra sua atenção na ruptura de um trilho na altura de uma solda. Para Santiago Abascal, líder do partido de extrema direita Vox, terceira força parlamentar, o governo de esquerda é “uma calamidade para os espanhóis”, e os acidentes foram resultado de “corrupção”.
“Afirmo com toda clareza que Adamuz foi um crime e não apenas um acidente, senhoras e senhores, um crime que pesará sobre suas consciências e pelo qual espero que respondam perante os tribunais”, declarou Abascal.
As preocupações com a rede ferroviária espanhola surgem em um momento em que Sánchez enfrenta diversos escândalos de corrupção em seu círculo mais próximo, que enfraqueceram sua frágil coalizão minoritária.
Os socialistas sofreram uma dura derrota nas eleições regionais realizadas no domingo em Aragão, após terem obtido, em dezembro, os piores resultados regionais de sua história em seu antigo reduto da Extremadura. Em ambas as eleições, o PP saiu vencedor, enquanto o Vox registrou avanços significativos.
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