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Secretário de Defesa dos EUA nega escassez de munições e diz que estoques estão “mais fortes”

Publicado 15/06/2026 • 08:25 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, negou que as Forças Armadas americanas enfrentem escassez de estoques de munições.
  • Os comentários de Hegseth foram feitos horas antes de EUA e Irã anunciarem que chegaram a um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio em todas as frentes.
  • Questionado sobre a existência de uma crise nos estoques de munições, Hegseth descartou essa possibilidade.
Pete Hegseth, secretário de Defesa americano

Pete Hegseth, secretário de Defesa americano

MARK SCHIEFELBEIN/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, negou que as Forças Armadas americanas enfrentem escassez de estoques de munições e afirmou, no domingo (14), que essa é uma “história fabricada” propagada pela mídia.

Os comentários de Hegseth foram feitos horas antes de Estados Unidos e Irã anunciarem que chegaram a um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio em todas as frentes, incluindo o Líbano, e reabrir o estratégico Estreito de Ormuz.

Leia também: Hegseth eleva o tom e diz que EUA atacarão o Irã esta noite; Teerã promete retaliação à altura

As preocupações de que a guerra no Oriente Médio estivesse pressionando os estoques de armas dos Estados Unidos aumentaram no mês passado, depois que o secretário interino da Marinha dos EUA, Hung Cao, citou o conflito como uma das razões para suspender a venda de armas para Taiwan.

Questionado no programa Face the Nation, da CBS News, sobre a existência de uma crise nos estoques de munições, Hegseth descartou essa possibilidade.

“Essa é uma história fabricada que a mídia quer vender. No fim das contas, nossos estoques estão em ótima situação e só estão ficando mais fortes”, afirmou.

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“Estamos produzindo mais do que nunca. O governo Biden enviou centenas de bilhões para a Ucrânia, então o presidente Donald Trump precisou recompor os estoques, e ele fez isso. Nós fizemos isso em tempo real.”

Durante uma audiência no Congresso, em abril, Hegseth afirmou que poderiam ser necessários “meses e anos” para recompor os estoques de munições, classificando esse prazo como “rápido”.

Neste domingo, o secretário explicou que, em seu depoimento, “especulou que algumas munições levam mais tempo do que outras” para serem repostas.

No mês passado, o Pentágono informou que o custo da guerra contra o Irã havia subido para quase US$ 29 bilhões.

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Democratas e outros críticos da guerra questionaram os cálculos do Pentágono, sugerindo que o custo real — incluindo os danos causados pelo Irã — poderia ser muito maior.

Na ocasião, o senador democrata Mark Kelly alertou que os estoques de mísseis Tomahawk, interceptadores Patriot e outras armas avançadas haviam sido severamente reduzidos e poderiam levar anos para serem recompostos.

Em resposta, Hegseth afirmou que essas preocupações foram “tolamente e desnecessariamente exageradas”.

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