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Irã alega destruição de caças F-35 em ataque à Jordânia; EUA negam a informação

Publicado 30/07/2026 • 18:53 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Irã afirma ter atingido base na Jordânia, mas EUA negam danos a caças F-35.
  • Tensões aumentam após troca de ataques entre Irã, EUA e aliados no Oriente Médio.
  • Washington relata interceptação de mísseis e prepara respostas a ofensivas iranianas.

AFP

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quinta-feira (30) ter realizado um ataque contra a Base Aérea de Al-Azraq, na Jordânia, onde, segundo a força militar iraniana, estariam instalados caças F-35 dos Estados Unidos.

Em comunicado, o grupo informou que a operação teria utilizado mísseis balísticos e provocado a destruição de três aeronaves americanas, além de causar danos graves a outras três e a morte de soldados dos Estados Unidos.

As informações divulgadas pelo Irã foram negadas pelas autoridades americanas. As Forças Armadas dos Estados Unidos classificaram as declarações como falsas e afirmaram que nenhum avião foi destruído ou danificado nos ataques recentes realizados pelo Irã. Segundo os militares americanos, todos os mísseis e drones lançados foram interceptados ou não atingiram os alvos previstos.

De acordo com a Guarda Revolucionária iraniana, unidades da Força Aeroespacial do país atingiram a área de implantação dos caças e o hangar de manutenção dos F-35 americanos. O grupo afirmou que diversos mísseis balísticos foram utilizados durante a ação e que seis aeronaves teriam sido atingidas.

Leia mais: Petróleo recua com expectativa sobre Ormuz apesar de novos ataques entre EUA e Irã

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Além de negar danos às aeronaves, Washington também rejeitou a informação de que navios comerciais teriam conseguido romper o bloqueio naval imposto no Estreito de Ormuz. Segundo os Estados Unidos, a navegação na região continua sob ameaça de ações da Guarda Revolucionária iraniana.

O episódio ocorre após outro ataque anunciado pela Guarda Revolucionária na terça-feira (28), quando o grupo afirmou ter lançado mísseis contra a Base Aérea de Muwaffaq Salti, também na Jordânia. As Forças Armadas jordanianas declararam ter interceptado e destruído cinco mísseis iranianos. Após o episódio, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos responderiam ao ataque iraniano “com muita força”.

No dia seguinte, Arábia Saudita e Estados Unidos anunciaram bombardeios contra grupos armados no Iraque, após dois dias de relatos de ataques com drones contra instalações petrolíferas sauditas. A aliança de milícias iraquianas Hashed al Shaabi afirmou que 20 integrantes do grupo morreram na operação e classificou a ação como uma “escalada perigosa” contra uma “instituição oficial de segurança”. Dois altos comandantes da organização disseram que cinco conselheiros iranianos estavam entre os mortos.

Também na quarta-feira (29), as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram ataques de retaliação contra o Irã, considerados os primeiros em território iraniano em quase uma semana. O Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou que a operação respondeu às tentativas de ataques iranianos contra forças americanas no Oriente Médio e às ofensivas registradas no dia anterior.

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