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Senado dos EUA confirma ex-advogado de Trump como procurador-geral
Publicado 08/08/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 08/08/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O Senado dos Estados Unidos confirmou, na madrugada deste sábado (08), Todd Blanche como novo procurador-geral do país. Ex-advogado pessoal de Donald Trump, Blanche recebeu 50 votos favoráveis e 49 contrários, em uma votação que expôs a resistência de parte dos democratas e de duas senadoras republicanas à nomeação.
Blanche já ocupava interinamente o comando do Departamento de Justiça. Antes de ingressar no governo, atuou na defesa de Trump em diferentes processos criminais. A confirmação consolida sua permanência à frente da principal instituição federal responsável pela aplicação das leis no país.
A oposição à indicação foi liderada pelos democratas, que questionaram a proximidade entre Blanche e o presidente. Para o partido, a trajetória do novo procurador-geral como advogado particular de Trump levanta dúvidas sobre sua independência no exercício do cargo.
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As senadoras republicanas Susan Collins e Lisa Murkowski também votaram contra a confirmação. A posição das duas foi suficiente para evidenciar a divisão em torno da escolha, embora a maioria republicana tenha garantido a aprovação.
Durante a tramitação, democratas também criticaram medidas associadas à condução do Departamento de Justiça sob Trump e acusaram o governo de utilizar a estrutura federal para atingir adversários políticos.
A indicação enfrentou obstáculos dentro do próprio Partido Republicano. Entre os pontos que provocaram resistência estava a criação de um fundo estimado em US$ 1,8 bilhão destinado, segundo Trump, a pessoas prejudicadas por processos considerados politicamente motivados.
A proposta poderia beneficiar pessoas envolvidas na invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, quando apoiadores de Trump tentaram impedir a certificação da vitória eleitoral de Joe Biden.
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Siga o Times | CNBCOutro ponto controverso envolvia uma proposta de proteção contra futuras auditorias fiscais para Trump. Diante da oposição interna, Blanche determinou a retirada do fundo e restringiu o acordo tributário a exercícios fiscais anteriores, excluindo declarações futuras.
A proximidade entre Blanche e o presidente é anterior à chegada dos dois ao governo. Ele integrou a equipe jurídica que defendeu Trump no processo em Nova York relacionado ao pagamento feito à atriz Stormy Daniels.
Blanche também participou da defesa do ex-presidente em dois processos federais conduzidos pelo então procurador especial Jack Smith. Um deles envolvia documentos classificados mantidos por Trump após deixar a Casa Branca. O outro tratava das tentativas de contestar o resultado das eleições de 2020.
Os dois processos foram encerrados depois que Trump venceu a eleição presidencial de 2024.
Blanche assumiu interinamente o comando do Departamento de Justiça após Trump demitir Pam Bondi, em abril. Desde então, sua atuação passou a ser associada pelos críticos do governo à estratégia de investigação e responsabilização de adversários políticos do presidente.
A gestão também foi questionada por pessoas afetadas pelo caso Jeffrey Epstein, após a divulgação de documentos relacionados às investigações sobre o financista condenado por crimes sexuais. Epstein manteve uma relação de proximidade com Trump no passado.
Com a aprovação pelo Senado, Blanche deixa a condição de interino e passa a ocupar oficialmente o cargo de procurador-geral, em um momento de forte disputa política em torno da atuação do Departamento de Justiça.
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