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Tarifa de 15% dos EUA vai reposicionar Brasil no comércio internacional, defende economista
Publicado 23/02/2026 • 19:19 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 23/02/2026 • 19:19 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A implementação da tarifa global de 15% sobre importações pelos Estados Unidos, que entra em vigor hoje, pode reposicionar o Brasil de forma vantajosa no comércio internacional ao nivelar a competição com gigantes asiáticos, afirmou Otto Nogami, economista e sócio da Nogami Economia, Estratégias e Treinamento Ltda., em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O especialista explicou que a padronização da alíquota elimina desvantagens anteriores enfrentadas pela indústria nacional em relação a outros exportadores. “Para o produtor americano, à medida que ele consegue importar o bem intermediário a uma tarifa menor, isso acaba implicando num custo menor de produção; consequentemente, isso favorece todo o processo de produção dentro do território norte-americano”, detalhou Otto.
Setores específicos da manufatura e metalurgia brasileira devem sentir um alívio imediato na competitividade, especialmente onde o Brasil perdia espaço para a Ásia devido a barreiras tarifárias desiguais. “Produtos metálicos, que fazem parte dos processos de produção, acabarão sendo privilegiados, assim como setores do agronegócio e manufaturas como móveis, que agora terão a mesma tarifa para todo mundo”, pontuou.
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Siga o Times | CNBCApesar do otimismo, o entrevistado alertou que a política externa de Donald Trump é marcada pela volatilidade, o que exige cautela dos investidores e exportadores brasileiros. “Trump tem repentes e, da noite para o dia, pode reverter todo esse processo; pelo fato dessa fixação dos 15% ter prejudicado grandes parceiros europeus, pode haver uma preocupação em adotar essa tarifa por um período mais longo”.
Sobre a agenda internacional do governo brasileiro na Ásia, o economista destacou que a atração de investimentos tecnológicos é mais crucial do que apenas o fluxo comercial. “Com relação à Coreia do Sul, o maior interesse é tentar atrair produtores sul-coreanos para a economia brasileira para manter a tecnologia no país, especialmente após a saída de algumas indústrias do setor eletroeletrônico”.
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