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Restrição a chips é estratégia de defesa dos EUA, diz economista
Publicado 22/04/2025 • 18:50 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 22/04/2025 • 18:50 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Adriano Morais, professor de economia da Faculdade ESEG, comentou os impactos das recentes restrições impostas pelos Estados Unidos à exportação de chips para a China, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. “Essa é uma medida muito menos econômica e muito mais estratégica”.
De acordo com Morais, os chips afetados, como o H20 da Nvidia e o M1308 da AMD, são fundamentais para tecnologias de inteligência artificial. “A ideia é atrasar o desenvolvimento chinês e preservar a liderança dos EUA, inclusive militar”. A restrição anunciada por Trump em abril amplia barreiras iniciadas no governo Biden.
Apesar do impacto estimado em US$ 5,5 bilhões (cerca de R$ 31,57 bilhões, na cotação atual) por trimestre para empresas como a Nvidia, o especialista acredita que elas continuarão competitivas no mercado interno e entre aliados dos EUA. “Essas empresas ainda terão forte demanda, especialmente nos próprios Estados Unidos”, disse.
Ele ressaltou que a medida não visa frear o avanço tecnológico global, mas sim dificultar o acesso de países rivais. “O Reino Unido, Canadá e Austrália seguirão como parceiros preferenciais, enquanto China e Rússia terão exportações bloqueadas”.
Para Morais, a disputa tecnológica tende a continuar em ritmo acelerado, mas com desvantagens estratégicas para concorrentes dos EUA. “É uma forma de colocar a China alguns passos atrás nessa corrida”.
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